• Uma escola de referência no país

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PARA VOCÊS: Crescemos aqui. Eu e tu. Éramos crianças felizes, éramos o começo de uma nova geração. Fomos crescendo, fomos mudando, mas sempre aqui. Sempre ouvimos os mais velhos, os “crescidos” que nós tanto respeitávamos, criticarem e dizerem mal. Eles faziam a sua caminhada e, um dia, chegavam ao fim do caminho e deixávamos de vê-los por uns tempos. Eles partiam e seguiam caminhos diferentes. Partiam e deixavam cá os seus seguidores, nós agora devíamos protegê-los, aos mais novos, cuidar deles, tal como eles faziam. Eles partiam e deixavam saudade em nós... Agora, quando nos vêm “visitar”, em vez de os ouvirmos dizer mal de tudo, ouvimo-los dizer bem, só bem. Eles olham à volta e vêem tudo diferente. Eles dizem que está melhor. Mas eu sei, e tu sabes, que não é isso que eles sentem. Eles preferiam o rosa velho nas paredes, os bancos de madeira e o campo de areia laranja que os deixava com as calças sujas e os joelhos e cotovelos esfolados de quando caíam a jogar à bola. E nos olhos deles vemos que têm saudades disto. Mas porquê? Eles sempre disseram tão mal, eles sempre odiaram isto, supostamente agora tinham tudo aquilo que queriam ter. Com o passar do tempo, os “meninos crescidos” iam-se embora, e nós crescíamos cada vez mais, e dizíamos cada vez mais mal... Porque agora já não tínhamos ninguém que nos levasse ao Posto Médico quando caímos e nos esfolávamos, ninguém que nos ajude a tirar a bola da árvore, ninguém que dê à corda. Porque agora somos nós os meninos crescidos, sentimos nós, o que sentiam eles, e agora sim, compreendemos. Agora o mundo inteiro está contra nós, ninguém nos compreende, rejeitam-nos e sentimos revolta. Tiram-nos aquilo que mais gostamos (provavelmente é mentira, mas é isso que nós sentimos). E nós, nós dizemos as piores coisas do mundo, tal como eles faziam. Porque agora, é diferente de antes. Eles organizavam torneios de salto à corda, de futebol, de pingue-pongue... tudo e mais alguma coisa... Agora as raquetes de pingue-pongue, as bolas de futebol, as cordas e outros brinquedos são substituídos por “playstations”, Nintendos, telemóveis, computadores e outras coisas ligadas à corrente. As meninas pequeninas já não brincam na areia como nós brincávamos, os meninos pequeninos já não vivem o futebol como eles viviam, e a mesa de pingue-pongue agora só serve para as pessoas se deitarem ou sentarem a conversar... Eu, pessoalmente, e sei que tu também, não conseguimos olhar para isto e achar que eles são felizes. Porque a nossa infância foi milhões de vezes melhor que a deles é. Eles estão a perder o melhor do mundo, a infância. Quando recordo os tempos em que fui criança, vejo esses tempos como os mais felizes da minha vida, e foi aqui, foi aqui que eu fui criança, e agora estou a um ano do fim. Daqui a um ano vou sair pela porta da Recepção e dizer, não “adeus”, mas “até já” a tudo. Não vou mais entrar todos os dias pela porta e dizer “bom dia” à F.C. que está sentada atrás da bancada e “bom dia” à S.A. que está na escada, como sempre com um enorme sorriso a receber os meninos pequeninos. Vou deixar de andar nos corredores com os meus amigos de infância. Já não vou “discutir” com a J.S. à hora do almoço para não comer a sopa. Vou deixar tudo para trás, vou crescer. Mas quando me lembrar disto... eu sei, e tu sabes, vamos sentir a falta disto, de tudo. E eu sei, e tu sabes, que vamos poder cá voltar e vão estar todos prontos para nos receber de braços abertos e com um sorriso na cara. E sei que vou fazer coisas que nunca fiz, e peço desculpa por nunca as ter feito, vou dizer bem, bem e só bem, de tudo. Vou dizer, oiçam isto: Tinha três anos quando aqui cheguei, era pequenina. Cresci aqui, toda a minha vida. Nunca estive noutro lugar, e ainda bem, porque aqui fui feliz, e acho que não o teria sido noutro sítio. Desculpem-me por ter dito sempre tão mal, por ter provocado distúrbios e por talvez ter sido mal-educada, mas é da idade... faz parte... Foi assim e não podia ter sido de outra maneira. Por tudo, obrigada, eu amei, e ainda amo, isto. Colégio do Vale, sempre. .

Ex-Aluna M.A.

Sabia que os resultados dos nossos alunos nos exames nacionais têm colocado o nosso Colégio, todos os anos, nas primeiras posições do ranking do distrito? Este ano ficámos em 1º lugar no 4º e no 9º ano, no concelho de Almada. Consulte aqui os resultados.

 

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