Subscreva a Newsletter

Email address:

First Name:

Last Name:


“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”, já dizia Camões. Num mundo em constante mudança, não podemos permanecer na segurança de caminhos já trilhados e precisamos de nos renovar constantemente e de questionar antigas certezas e determinados paradigmas.

A existência ou não de trabalhos de casa tem sido um tema polémico e muito pouco consensual. De um lado, estão aqueles que encontram no famoso “TPC” uma oportunidade para consolidar os conhecimentos, vendo-o como um instrumento pedagógico; do outro, estão os que defendem que os trabalhos de casa são dispensáveis, inúteis, retiram tempo à família e violam os direitos da criança/ adolescente no que diz respeito ao seu espaço para desenvolver outras atividades.

E qual a posição do Colégio do Vale relativamente a este tema?

Como profissionais atentos e que conhecem a realidade escolar, acreditamos que a resposta certa não está na criação de uma regra aplicada em todos os casos e em todos os contextos, mas num envolvimento aluno a aluno, tentando orientá-los num modelo que responda às suas necessidades individuais. Desta forma, o “trabalho de casa” no seu formato mais “tradicional”, torna-se incompatível com o percurso que pretendemos para os nossos jovens. Na verdade, não faz sentido que um aluno que precise de consolidar um conteúdo de Ciências Naturais em casa ou que precise de reforçar uma estrutura gramatical de Inglês, esteja toda a tarde a realizar um trabalho de Matemática, sobre uma matéria que domine completamente.

No Colégio do Vale, o trabalho de casa tornou-se, deste modo, a exceção (e não a regra!), para que o trabalho em casa possa ser gerido de forma mais específica e individual. Acreditamos que os momentos de lazer são importantes, mas que o trabalho de consolidação das aprendizagens também é fundamental e que a gestão desses momentos irá contribuir para o desenvolvimento de uma criança mais segura, mais competente, mais autónoma e mais feliz!

A importância da leitura nas férias

No período das férias escolares é natural que as crianças e jovens queiram acordar mais tarde e aproveitar o tempo livre à vontade. Muitos deles passam o dia a ver televisão ou a navegar na internet, tornando a leitura pouco procurada nos momentos de lazer.

Contudo, não é porque estão longe da escola que se devem afastar dos livros, afinal, eles são uma fonte inesgotável de prazer, que aguça a imaginação e, quanto mais cedo os pais ficarem cientes da relevância da leitura, mais experiências literárias surpreendentes os filhos terão ao longo da vida.

Por volta do meio-dia, hesitamos se devemos cumprimentar dizendo “Bom dia!” ou “Boa tarde”, mas é precisamente trinta minutos depois que surge a confusão. Quando são 12h30, devemos dizer “meio-dia e meio” ou “meio-dia e meia”?

Há quem diga que ambas as versões estão corretas, que é facultativo, opcional. Também há quem defenda que, se o correto é “meio-dia”, então devemos dizer “dia e meio”, por uma questão de coerência. Ambas as opiniões estão incorretas.

Brincar é uma das formas mais naturais e divertidas de aprender.

Infelizmente, atualmente, desvalorizamos cada vez mais as brincadeiras, criando alguns preconceitos e ideias estereotipadas: brincar é coisa de crianças; só se deve brincar depois de fazer todos os trabalhos de casa; adultos que brincam são imaturos; brincar é divertido, mas não é útil.

Na verdade, cada vez mais estudos defendem o contrário, revelando que através das brincadeiras, a criança promove o seu próprio processo de aprendizagem, desenvolvendo a atenção, a autonomia, a reflexão, a criatividade. Brincar estimula o conhecimento de si próprio e dos outros, ajudando na conceção que fazemos do mundo que nos rodeia, através da exploração, da experimentação de diferentes papéis e até da gestão de conflitos.

Como se pode explicar tanto nervosismo ou tanta ansiedade?

Talvez já se tenha interrogado porque é que, se o seu filho estuda e os professores dizem que tem capacidades, as notas nem sempre correspondem. Ou, por vezes depara-se em casa com um grande nervosismo antes dos testes, provas ou exames, traduzido em irritabilidade, agitação, resmunguice, alterações no sono e no apetite…

São os testes escritos, as provas de aferição, os exames nacionais, as apresentações orais, as questões-aula,… Todos podem funcionar como gatilhos para a ansiedade. Ansiedade essa que, quando sobe de intensidade, nos faz desacreditar, querer “fugir”, bloquear… e faz surgir comentários como:

“Eu até sabia a matéria toda, mas bloqueei.”

“Para quê estudar se corre sempre mal?! Vou tirar negativa.”

“Estou cheia de medo. Se correr mal, os meus pais vão pôr-me de castigo”.

“Mesmo se tirar uma boa nota, os meus pais dizem-me sempre ainda podias ter feito melhor.”

Muito frequentemente, nos cafés mais requintados ou nos mais tradicionais dos bairros lisboetas, acabamos sempre por ser “participantes à força” de um diálogo que quase conhecemos de cor. Após o nosso pedido: “Eu queria um copo de água, por favor”, surge o famoso: “Queria? Já não quer?”, seguido do seu companheiro: “Copo de água, não temos... Só de vidro!”. Esta sequência previsível acaba, no entanto, por gerar algumas confusões junto daqueles que a ouvem, hesitando na forma mais correta de pedir água, acabando por corrigir para “copo com água”.

Para que não “metamos mais água”, importa compreender a expressão “copo de água”, pois está correta e não deve ser substituída... Na verdade, quando pedimos um “copo de água”, a palavra que está subentendida é “cheio” e não “feito”. O mesmo acontece com a “chávena de chá”, o “maço de tabaco”, o “frasco de perfume”, a “colher de açúcar” ou até com a “garrafa de vinho”, só para citar alguns. Desta forma, “copo com água” só surge quando estamos a falar da quantidade indeterminada de água que o copo tem.

Desafio 8: Utilizar a expressão “copo de água” sem hesitar, porque não estamos a errar!

Os jogos, os desafios, ou qualquer outra atividade lúdica, prendem a atenção, entusiasmam, estimulam diversos sentidos e, quando utilizados como recursos pedagógico-didáticos, permitem que os alunos adquiram e desenvolvam algumas competências, sobretudo na área da Matemática.

Através da utilização de jogos, os alunos são estimulados a pensar, a refletir, a estarem concentrados na procura e aperfeiçoamento de estratégias e a tomarem decisões, desenvolvendo-se desta forma capacidades de raciocínio lógico, pensamento abstrato, memorização e, em alguns casos, de cálculo. Também a competição saudável é importante e cria estímulos, uma vez que os alunos procuram vencer ou atingir os objetivos, sendo para isso a imaginação e a criatividade pilares essenciais para um bom desempenho. Os jogos favorecem a discussão e o debate, fatores estes que enriquecem a socialização e a interação entre os jovens, podem ainda contribuir para o desenvolvimento de uma cultura de respeito recíproco e ética.

Com o objetivo de promover cada vez mais a aprendizagem e a dinâmica da Matemática além dos programas estipulados, o Colégio do Vale, para além das aulas de Matemática lecionadas pelas respetivas professoras titulares, proporciona aos alunos de 4ºano um leque de atividades diversificadas e bastante envolventes, com um professor de 2ºCEB.

Por vezes, a língua portuguesa oferece-nos palavras sinónimas que, no entanto, não podem ser utilizadas nos mesmos contextos. É o que acontece, por exemplo, com as palavras “aderência” e “adesão”.

Deparamos frequentemente com a expressão: “a aderência do público a este filme”, “a aderência dos alunos ao projeto”, quando a forma correta seria “a adesão do público a este filme” e “a adesão dos alunos ao projeto”, pois aqui o significado de “junção” está associado a um pensamento, a uma vontade de quem adere, de quem escolhe.

A palavra “aderência” designa algo que é aderente, num contexto em que há ligação de superfícies ou de uma substância a outra. Dizemos que, quando chove, há menos “aderência dos pneus à estrada” ou falamos da “aderência da fita-cola ao papel” ou da “aderência da cola aos dedos” ou da “aderência da tinta à madeira”.

Em qualquer contexto ou situação pode surgir a necessidade de utilizarmos o plural da palavra "qualquer" e, não raramente, hesitamos entre "qualqueres" ou "quaisqueres".

A palavra "qualquer", contudo, não tem quaisquer dúvidas, pois ocorre da junção de duas palavras ("qual" e "quer"), sendo o primeiro, um termo que apresenta flexão em número (de "qual" para o plural "quais"), enquanto o segundo termo, sendo um verbo, permanece inalterável ("quer").

Porque o saber não ocupa lugar e em alimentação nunca é demais saber, realizei, durante o mês de fevereiro, com os alunos dos 2º e 3º ciclos do Colégio do Vale, pequenos workshops com o tema - Roda dos Alimentos e Alimentação saudável.

"Os saberes atuais só têm sentido se estiverem articulados com os anteriores e perspetivarem os posteriores".

A transição entre ciclos de ensino é hoje reconhecida por todos como um dos pontos críticos dos sistemas educativos, não só em virtude de envolver a transição de alunos de uma escola com um determinado espaço, organização e funcionamento, para outro espaço, dentro da mesma escola, onde estes elementos se configuram de forma diferente, como pela transição de um currículo para outro, com diferentes matrizes de construção e desenvolvimento.

Dezembro é o mês do Natal e, à mesa, encontramo-nos com a família, com os amigos, com dezenas de iguarias, calorias e com muitas palavras que esperam a oportunidade do novo ano, para serem ditas corretamente.

Uma das mais importantes diz respeito à figura imaginária que coloca presentes no nosso sapatinho: o Pai Natal.

Agora que o consumismo se generalizou, esse senhor de barbas brancas não vive só na Lapónia, junto com os seus duendes, a ler as cartas das crianças e a preparar presentes, mas começou a ter clones espalhados pelas ruas e pelos centros comerciais, surgindo a necessidade de saber qual é o plural de Pai Natal.

Área Reservada