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Certo dia, enquanto nos despachávamos para ir para a escola, a minha filha Joana, (que na altura devia ter uns três anos e meio), iniciou um diálogo que nunca hei de esquecer:

- Mamã... Ajuda-me a calçar o téni!

- Joana... Tens de dizer: “Ajuda-me a calçar o ténis” – expliquei com mais paciência do que o tempo que tínhamos para chegar a horas – Dizemos um ténis, dois ténis, o ténis, os ténis... É como com a palavra “lápis”... Não dizes: “Vou pintar com este lápi”, pois não?

A Joana olhou para mim, com os seus olhos radiantes de admiração e respondeu: - Não, mamã... Não digo! Eu pinto sempre com canetas!

Este momento foi hilariante, mas... Não foi único! O téni parece-me teimoso, insiste em ficar e acabo por ouvi-lo proferido por muitos amigos e nos mais variados contextos, mesmo quando queremos correr com ele para fora do nosso vocabulário.

Na verdade, há uma razão para cometermos este erro. A palavra ténis provém do inglês “tennis” e tem a mesma forma para o singular e para o plural, mas algumas pessoas consideram a consoante –s, como um sufixo do plural e acabam por retirá-lo, quando querem referir-se ao objeto no singular.

Importa compreender que, em português, a palavra “ténis” é utilizada independentemente de ser singular ou plural, tal como acontece em palavras como “pires” ou “lápis”.

Desafio 1: chutar a palavra téni do nosso vocabulário.

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