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A importância da leitura nas férias

No período das férias escolares é natural que as crianças e jovens queiram acordar mais tarde e aproveitar o tempo livre à vontade. Muitos deles passam o dia a ver televisão ou a navegar na internet, tornando a leitura pouco procurada nos momentos de lazer.

Contudo, não é porque estão longe da escola que se devem afastar dos livros, afinal, eles são uma fonte inesgotável de prazer, que aguça a imaginação e, quanto mais cedo os pais ficarem cientes da relevância da leitura, mais experiências literárias surpreendentes os filhos terão ao longo da vida.

Nada substitui a leitura de um livro, nada substitui a memória de um livro. O livro deverá ter sempre um lugar privilegiado, uma vez que representa a projeção da multifuncionalidade da linguagem. Baseados na vontade e imaginação do artista, a sua função é entreter, permitindo-nos entrar numa viagem só nossa.

A queda na leitura aponta para um fator que merece atenção especial. Em casa, as crianças encontram cada vez menos pais leitores, que as estimulem, então acabam por confirmar a ideia de que a prática da leitura é uma obrigação restrita ao ambiente escolar. A queda no número de leitores adultos reflete-se diretamente sobre o público mais jovem, por isso, as crianças precisam estar em contato com os livros, mesmo antes de aprenderem a ler.

O bom da leitura nas férias é que os livros perdem a conotação de obrigação, ficam mais relacionados à diversão e podem despertar gradativamente o interesse pela leitura. Não há nada melhor para o desenvolvimento da criança porque a leitura enriquece o vocabulário, amplia o conhecimento, estimula o bom funcionamento da memória, aprimora a capacidade interpretativa, estimula a criatividade, mantém o raciocínio ativo!

Os bons livros fazem parte do caminho…

DICAS:

1. Prepare uma ida à livraria

Antes das férias, há um sentimento coletivo de entusiasmo, novidade e expectativa. Estes momentos têm sempre mais impacto e adesão emocional quando são acompanhados por rituais. Ir a uma livraria com o propósito único de escolher um livro para as férias pode ser uma festa. Com as crianças, marque um dia, uma hora, uma loja. A aventura começa aí.

2. Saiba quais são os interesses delas

Muitos adultos queixam-se de que as crianças e jovens não leem, ou não leem o suficiente. Há uma abordagem que costuma resultar: dar-lhes livros que vão ao encontro dos seus interesses e gostos.

3. Incentive a leitura por prazer

Não há nada melhor do que mergulhar, por vontade própria, no universo literário. Por isso, estimule as crianças e jovens a lerem por prazer e não por obrigação. Esta é uma alternativa saudável de fazer com que eles criem o hábito da leitura naturalmente.

4. Relacione a leitura ao quotidiano

Nada mais eficiente do que trazer a leitura para o dia-a-dia das crianças e dos jovens como forma de incentivá-los. Nesse contexto, apostar em atividades complementares que englobam a literatura mostra-se como uma estratégia eficiente. O importante é mostrar-lhes que a leitura pode ser divertida.

Outra estratégia é levá-los para conhecer na prática o tema abordado nos livros.

5. Evite os lugares previsíveis

Se durante o resto do ano costuma ler-lhes uma história antes de adormecerem, no caso das crianças, pois as férias são a oportunidade para quebrar a rotina. Explore outros lugares, fuja dos horários certos, associe a leitura aos cinco sentidos. Partilhar um livro na praia, debaixo de um guarda-sol, pode ter um efeito duradouro na memória dos pequenos leitores.

6. Leiam juntos e em voz alta

Os bons livros para crianças têm ritmo e musicalidade na leitura em voz alta. Esta é uma característica que os distingue dos livros «para os adultos», contudo, a voz humana chama emoções, por isso, ler em voz alta não é só para bebés e pré-leitores, é para todos.

7. Explore outros géneros literários

Ninguém resiste a uma boa história, mas as leituras de férias podem arriscar outros géneros literários. Porque não explorar um atlas, um guia de viagens, um livro informativo…

8. Utilize a tecnologia a seu favor

Os recursos tecnológicos podem ser extremamente úteis neste processo. Que tal, por exemplo, incentivar as crianças e jovens no uso de e-readers e tablets para ter acesso a livros digitais? Esse pode ser o empurrãozinho que faltava para que o jovem adote, de vez, o hábito da leitura.

A leitura é um hábito que só traz benefícios para a nossa vida. Vale a pena adotá-la no nosso dia-a-dia, pelo que convidamos todos a embarcar nesta aventura que só o bom leitor conhece.

Boas férias e excelentes leituras…

Por volta do meio-dia, hesitamos se devemos cumprimentar dizendo “Bom dia!” ou “Boa tarde”, mas é precisamente trinta minutos depois que surge a confusão. Quando são 12h30, devemos dizer “meio-dia e meio” ou “meio-dia e meia”?

Há quem diga que ambas as versões estão corretas, que é facultativo, opcional. Também há quem defenda que, se o correto é “meio-dia”, então devemos dizer “dia e meio”, por uma questão de coerência. Ambas as opiniões estão incorretas.

Os jogos, os desafios, ou qualquer outra atividade lúdica, prendem a atenção, entusiasmam, estimulam diversos sentidos e, quando utilizados como recursos pedagógico-didáticos, permitem que os alunos adquiram e desenvolvam algumas competências, sobretudo na área da Matemática.

Através da utilização de jogos, os alunos são estimulados a pensar, a refletir, a estarem concentrados na procura e aperfeiçoamento de estratégias e a tomarem decisões, desenvolvendo-se desta forma capacidades de raciocínio lógico, pensamento abstrato, memorização e, em alguns casos, de cálculo. Também a competição saudável é importante e cria estímulos, uma vez que os alunos procuram vencer ou atingir os objetivos, sendo para isso a imaginação e a criatividade pilares essenciais para um bom desempenho. Os jogos favorecem a discussão e o debate, fatores estes que enriquecem a socialização e a interação entre os jovens, podem ainda contribuir para o desenvolvimento de uma cultura de respeito recíproco e ética.

Porque o saber não ocupa lugar e em alimentação nunca é demais saber, realizei, durante o mês de fevereiro, com os alunos dos 2º e 3º ciclos do Colégio do Vale, pequenos workshops com o tema - Roda dos Alimentos e Alimentação saudável.

Brincar é uma das formas mais naturais e divertidas de aprender.

Infelizmente, atualmente, desvalorizamos cada vez mais as brincadeiras, criando alguns preconceitos e ideias estereotipadas: brincar é coisa de crianças; só se deve brincar depois de fazer todos os trabalhos de casa; adultos que brincam são imaturos; brincar é divertido, mas não é útil.

Na verdade, cada vez mais estudos defendem o contrário, revelando que através das brincadeiras, a criança promove o seu próprio processo de aprendizagem, desenvolvendo a atenção, a autonomia, a reflexão, a criatividade. Brincar estimula o conhecimento de si próprio e dos outros, ajudando na conceção que fazemos do mundo que nos rodeia, através da exploração, da experimentação de diferentes papéis e até da gestão de conflitos.

Com o objetivo de promover cada vez mais a aprendizagem e a dinâmica da Matemática além dos programas estipulados, o Colégio do Vale, para além das aulas de Matemática lecionadas pelas respetivas professoras titulares, proporciona aos alunos de 4ºano um leque de atividades diversificadas e bastante envolventes, com um professor de 2ºCEB.

"Os saberes atuais só têm sentido se estiverem articulados com os anteriores e perspetivarem os posteriores".

A transição entre ciclos de ensino é hoje reconhecida por todos como um dos pontos críticos dos sistemas educativos, não só em virtude de envolver a transição de alunos de uma escola com um determinado espaço, organização e funcionamento, para outro espaço, dentro da mesma escola, onde estes elementos se configuram de forma diferente, como pela transição de um currículo para outro, com diferentes matrizes de construção e desenvolvimento.

Como se pode explicar tanto nervosismo ou tanta ansiedade?

Talvez já se tenha interrogado porque é que, se o seu filho estuda e os professores dizem que tem capacidades, as notas nem sempre correspondem. Ou, por vezes depara-se em casa com um grande nervosismo antes dos testes, provas ou exames, traduzido em irritabilidade, agitação, resmunguice, alterações no sono e no apetite…

São os testes escritos, as provas de aferição, os exames nacionais, as apresentações orais, as questões-aula,… Todos podem funcionar como gatilhos para a ansiedade. Ansiedade essa que, quando sobe de intensidade, nos faz desacreditar, querer “fugir”, bloquear… e faz surgir comentários como:

“Eu até sabia a matéria toda, mas bloqueei.”

“Para quê estudar se corre sempre mal?! Vou tirar negativa.”

“Estou cheia de medo. Se correr mal, os meus pais vão pôr-me de castigo”.

“Mesmo se tirar uma boa nota, os meus pais dizem-me sempre ainda podias ter feito melhor.”

Por vezes, a língua portuguesa oferece-nos palavras sinónimas que, no entanto, não podem ser utilizadas nos mesmos contextos. É o que acontece, por exemplo, com as palavras “aderência” e “adesão”.

Deparamos frequentemente com a expressão: “a aderência do público a este filme”, “a aderência dos alunos ao projeto”, quando a forma correta seria “a adesão do público a este filme” e “a adesão dos alunos ao projeto”, pois aqui o significado de “junção” está associado a um pensamento, a uma vontade de quem adere, de quem escolhe.

A palavra “aderência” designa algo que é aderente, num contexto em que há ligação de superfícies ou de uma substância a outra. Dizemos que, quando chove, há menos “aderência dos pneus à estrada” ou falamos da “aderência da fita-cola ao papel” ou da “aderência da cola aos dedos” ou da “aderência da tinta à madeira”.

Dezembro é o mês do Natal e, à mesa, encontramo-nos com a família, com os amigos, com dezenas de iguarias, calorias e com muitas palavras que esperam a oportunidade do novo ano, para serem ditas corretamente.

Uma das mais importantes diz respeito à figura imaginária que coloca presentes no nosso sapatinho: o Pai Natal.

Agora que o consumismo se generalizou, esse senhor de barbas brancas não vive só na Lapónia, junto com os seus duendes, a ler as cartas das crianças e a preparar presentes, mas começou a ter clones espalhados pelas ruas e pelos centros comerciais, surgindo a necessidade de saber qual é o plural de Pai Natal.

Muito frequentemente, nos cafés mais requintados ou nos mais tradicionais dos bairros lisboetas, acabamos sempre por ser “participantes à força” de um diálogo que quase conhecemos de cor. Após o nosso pedido: “Eu queria um copo de água, por favor”, surge o famoso: “Queria? Já não quer?”, seguido do seu companheiro: “Copo de água, não temos... Só de vidro!”. Esta sequência previsível acaba, no entanto, por gerar algumas confusões junto daqueles que a ouvem, hesitando na forma mais correta de pedir água, acabando por corrigir para “copo com água”.

Para que não “metamos mais água”, importa compreender a expressão “copo de água”, pois está correta e não deve ser substituída... Na verdade, quando pedimos um “copo de água”, a palavra que está subentendida é “cheio” e não “feito”. O mesmo acontece com a “chávena de chá”, o “maço de tabaco”, o “frasco de perfume”, a “colher de açúcar” ou até com a “garrafa de vinho”, só para citar alguns. Desta forma, “copo com água” só surge quando estamos a falar da quantidade indeterminada de água que o copo tem.

Desafio 8: Utilizar a expressão “copo de água” sem hesitar, porque não estamos a errar!

Em qualquer contexto ou situação pode surgir a necessidade de utilizarmos o plural da palavra "qualquer" e, não raramente, hesitamos entre "qualqueres" ou "quaisqueres".

A palavra "qualquer", contudo, não tem quaisquer dúvidas, pois ocorre da junção de duas palavras ("qual" e "quer"), sendo o primeiro, um termo que apresenta flexão em número (de "qual" para o plural "quais"), enquanto o segundo termo, sendo um verbo, permanece inalterável ("quer").

A relação entre o Homem e a música é em tudo semelhante à relação da galinha com o ovo. Desde que há memória que a música acompanha o Homem, da era primitiva até aos nossos dias, este é tido como um ser musical e a música é sua propriedade exclusiva, é algo que se desenvolveu com o ser humano, é-lhe indissociável e faz parte do processo de humanização, ou seja, o Homem desenvolve e a música desenvolve-se com ele.

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