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Como se pode explicar tanto nervosismo ou tanta ansiedade?

Talvez já se tenha interrogado porque é que, se o seu filho estuda e os professores dizem que tem capacidades, as notas nem sempre correspondem. Ou, por vezes depara-se em casa com um grande nervosismo antes dos testes, provas ou exames, traduzido em irritabilidade, agitação, resmunguice, alterações no sono e no apetite…

São os testes escritos, as provas de aferição, os exames nacionais, as apresentações orais, as questões-aula,… Todos podem funcionar como gatilhos para a ansiedade. Ansiedade essa que, quando sobe de intensidade, nos faz desacreditar, querer “fugir”, bloquear… e faz surgir comentários como:

“Eu até sabia a matéria toda, mas bloqueei.”

“Para quê estudar se corre sempre mal?! Vou tirar negativa.”

“Estou cheia de medo. Se correr mal, os meus pais vão pôr-me de castigo”.

“Mesmo se tirar uma boa nota, os meus pais dizem-me sempre ainda podias ter feito melhor.”

Apresentam, muitas vezes, mãos suadas, dores de cabeça, dores de estômago, náuseas, dificuldade a respirar, coração acelerado, cansaço, insónias, imagens mentais de fracasso… o que pode interferir significativamente no seu desempenho impedindo-o de mostrar as suas reais capacidades e conhecimentos.

A ansiedade nos momentos de avaliação pode ter várias origens. Mas se uma avaliação não é uma situação realmente perigosa, porque surge o medo intenso?

Sabemos que há pelo menos duas causas mais comuns:

1. Ausência de estudo prévio ou estudo pouco consistente. Pois, se não há trabalho prévio, e se estamos à espera da sorte, no momento, a ansiedade (juntamente com alguma culpa) pode surgir por consequência da baixa confiança que não foi alimentada pelo treino dos saberes.

2. Receio exagerado de falhar. Sendo uma das mais comuns, diz respeito a um conjunto de crenças irracionais, aprendidas algures na história de vida, associadas ao perfecionismo, ao desejo ou necessidade de agradar, ao medo de represálias e castigos (reais ou imaginados), alimentam este medo “mentiroso”, que tantas vezes bloqueia e impede de demonstrar todo o potencial.

Importante lembrar que se no início dos tempos, o Homem tinha medo do fogo e dos animais ferozes, hoje em dia os medos prendem-se com a aceitação dos outros, a opinião dos outros, o falhar e o não ser suficiente. Estes medos são medos bem reais, camuflados em estratégias constantes de fuga e evitamento, bloqueios e limitações de ação, comprometedoras do desempenho académico e social.

Como os pais poderão ajudar?

Se um dos principais medos é o medo de falhar e não ser suficiente, o melhor que há a fazer é ajudar os filhos a valorizarem o processo em detrimento dos resultados, isto é, independentemente da meta alcançada, as conquistas, a dedicação, os desafios superados, as aprendizagens feitas durante o percurso são as mais importantes e valorizadas. Ao fazer este reforço, no discurso e acompanhamento do trabalho diário dos filhos (tanto no plano escolar como extraescolar), os pais vão diminuindo a pressão dos momentos de avaliação, promovendo a responsabilização dos filhos, e potenciando uma maior capacidade de gestão e regulação emocional.

Apesar de parecer simples, esta tarefa revela-se, muitas vezes, complexa para os pais, principalmente pelo fator expetativas! Pois mesmo que digam que não têm ou que no fundo só esperam que dê o seu melhor, a realidade é que todos temos expetativas perante as situações, sejam crianças, adolescentes ou adultos.

Situações como: “O que correu mal neste teste? Vamos ver em conjunto!”; “Mostra-me como tens estudado”; “Conta-me o que já sabes…”; ou “Ainda não foi desta que tiveste a nota que querias, mas já conseguiste melhorar e isso é que importa!”;

São situações em que os pais genuinamente estão presentes e querem acompanhar. São momentos de grande relação, pois a ansiedade apesar de existir (pois nunca desaparece!), torna-se mais fácil de gerir.

Complementarmente e não menos importante, é assegurar que o(a) filho(a) faz uma alimentação adequada e dorme o tempo suficiente diariamente (mínimo 8 a 9 horas).

Como os alunos podem lidar melhor com o que sentem?

Aprender a relativizar um momento de avaliação é tarefa difícil que nem todos conseguem. O teste, uma prova, um exame é apenas um momento, uma fotografia,… não define, por si só a pessoa/aluno.

Querer fazer bem, ter calma, respirar fundo, pensar positivo, entre outras estratégias, tais como: planear e executar com tempo o estudo e a preparação; treinar respostas escritas; organizar as ideias-chave; escrever essas ideias nos testes; ler e reler as perguntas antes de responder, sublinhando as palavras-chave; rever o teste antes de entregar, etc.; são formas de garantir uma boa confiança, preparação, realização e consequentemente, um bom resultado.

Como poderão os professores colaborar?

Além da boa preparação teórica, uma relação pedagógica positiva bem estabelecida é fundamental para desenvolver a segurança e confiança dos alunos. Ajudar a relativizar um momento de avaliação também.

Inicialmente, ter os professores como balizas da nossa ansiedade, onde discretamente vão ajudando a regular a mesma, são uma mais-valia como fatores equilibradores. Assim como, recorrer a diferentes formas de avaliação, promover maior diversidade de atividades em conjunto e de auto verbalizações, são outras estratégias que podem contribuir para a regulação da ansiedade, aumento da motivação e autoconfiança.

Por fim, e o mais importante de tudo, só fazemos e alcançamos aquilo que a nossa mente realmente acredita que seja possível. Desta forma, mais do que dizer aos filhos ou alunos que são inteligentes, é fundamental ajudá-los a dizer para si mesmo o valor que têm e ajudá-los a descobrirem-se a si mesmos!

 

Gabinete de Psicopedagogia do Colégio do Vale

Muito frequentemente, nos cafés mais requintados ou nos mais tradicionais dos bairros lisboetas, acabamos sempre por ser “participantes à força” de um diálogo que quase conhecemos de cor. Após o nosso pedido: “Eu queria um copo de água, por favor”, surge o famoso: “Queria? Já não quer?”, seguido do seu companheiro: “Copo de água, não temos... Só de vidro!”. Esta sequência previsível acaba, no entanto, por gerar algumas confusões junto daqueles que a ouvem, hesitando na forma mais correta de pedir água, acabando por corrigir para “copo com água”.

Para que não “metamos mais água”, importa compreender a expressão “copo de água”, pois está correta e não deve ser substituída... Na verdade, quando pedimos um “copo de água”, a palavra que está subentendida é “cheio” e não “feito”. O mesmo acontece com a “chávena de chá”, o “maço de tabaco”, o “frasco de perfume”, a “colher de açúcar” ou até com a “garrafa de vinho”, só para citar alguns. Desta forma, “copo com água” só surge quando estamos a falar da quantidade indeterminada de água que o copo tem.

Desafio 8: Utilizar a expressão “copo de água” sem hesitar, porque não estamos a errar!

Em qualquer contexto ou situação pode surgir a necessidade de utilizarmos o plural da palavra "qualquer" e, não raramente, hesitamos entre "qualqueres" ou "quaisqueres".

A palavra "qualquer", contudo, não tem quaisquer dúvidas, pois ocorre da junção de duas palavras ("qual" e "quer"), sendo o primeiro, um termo que apresenta flexão em número (de "qual" para o plural "quais"), enquanto o segundo termo, sendo um verbo, permanece inalterável ("quer").

A relação entre o Homem e a música é em tudo semelhante à relação da galinha com o ovo. Desde que há memória que a música acompanha o Homem, da era primitiva até aos nossos dias, este é tido como um ser musical e a música é sua propriedade exclusiva, é algo que se desenvolveu com o ser humano, é-lhe indissociável e faz parte do processo de humanização, ou seja, o Homem desenvolve e a música desenvolve-se com ele.

Os jogos, os desafios, ou qualquer outra atividade lúdica, prendem a atenção, entusiasmam, estimulam diversos sentidos e, quando utilizados como recursos pedagógico-didáticos, permitem que os alunos adquiram e desenvolvam algumas competências, sobretudo na área da Matemática.

Através da utilização de jogos, os alunos são estimulados a pensar, a refletir, a estarem concentrados na procura e aperfeiçoamento de estratégias e a tomarem decisões, desenvolvendo-se desta forma capacidades de raciocínio lógico, pensamento abstrato, memorização e, em alguns casos, de cálculo. Também a competição saudável é importante e cria estímulos, uma vez que os alunos procuram vencer ou atingir os objetivos, sendo para isso a imaginação e a criatividade pilares essenciais para um bom desempenho. Os jogos favorecem a discussão e o debate, fatores estes que enriquecem a socialização e a interação entre os jovens, podem ainda contribuir para o desenvolvimento de uma cultura de respeito recíproco e ética.

Porque o saber não ocupa lugar e em alimentação nunca é demais saber, realizei, durante o mês de fevereiro, com os alunos dos 2º e 3º ciclos do Colégio do Vale, pequenos workshops com o tema - Roda dos Alimentos e Alimentação saudável.

A expressão musical na Creche do Colégio do Vale insere-se no âmbito da "música para bebés", tão divulgada nos tempos que correm, face aos benefícios que promove. As sessões quinzenais entram na rotina dos bebés através de sons e movimentos, proporcionando ocasiões de descoberta lúdica. Momentos destes são de grande importância, pois que a música representa desenvolvimento intelectual, auditivo, sensorial, da linguagem e motor das crianças.

Sendo uma atividade coletiva, promove também o desenvolvimento da socialização e partilha, construindo assim a noção de grupo. Enquanto algumas crianças apenas baloiçam o corpo outras já desenvolvem movimentos associados ao ritmo, como bater as palmas, bater os pés, …, juntando assim o sentido rítmico à coordenação motora.

Com o objetivo de promover cada vez mais a aprendizagem e a dinâmica da Matemática além dos programas estipulados, o Colégio do Vale, para além das aulas de Matemática lecionadas pelas respetivas professoras titulares, proporciona aos alunos de 4ºano um leque de atividades diversificadas e bastante envolventes, com um professor de 2ºCEB.

"Os saberes atuais só têm sentido se estiverem articulados com os anteriores e perspetivarem os posteriores".

A transição entre ciclos de ensino é hoje reconhecida por todos como um dos pontos críticos dos sistemas educativos, não só em virtude de envolver a transição de alunos de uma escola com um determinado espaço, organização e funcionamento, para outro espaço, dentro da mesma escola, onde estes elementos se configuram de forma diferente, como pela transição de um currículo para outro, com diferentes matrizes de construção e desenvolvimento.

Janeiro é o primeiro mês de um novo ano. Altura de saldos e de balanços e também de trocar algumas prendas.

Voltamos a encher as lojas e os centros comerciais e por todo o lado se ouve alguém dizer que tem de ir "destrocar" não sei o quê, não sei onde... Também nos nossos locais de trabalho acabamos por pedir para "destrocar" uma nota por algumas moedas, para podermos ir à máquina do café.

Por vezes, a língua portuguesa oferece-nos palavras sinónimas que, no entanto, não podem ser utilizadas nos mesmos contextos. É o que acontece, por exemplo, com as palavras “aderência” e “adesão”.

Deparamos frequentemente com a expressão: “a aderência do público a este filme”, “a aderência dos alunos ao projeto”, quando a forma correta seria “a adesão do público a este filme” e “a adesão dos alunos ao projeto”, pois aqui o significado de “junção” está associado a um pensamento, a uma vontade de quem adere, de quem escolhe.

A palavra “aderência” designa algo que é aderente, num contexto em que há ligação de superfícies ou de uma substância a outra. Dizemos que, quando chove, há menos “aderência dos pneus à estrada” ou falamos da “aderência da fita-cola ao papel” ou da “aderência da cola aos dedos” ou da “aderência da tinta à madeira”.

Dezembro é o mês do Natal e, à mesa, encontramo-nos com a família, com os amigos, com dezenas de iguarias, calorias e com muitas palavras que esperam a oportunidade do novo ano, para serem ditas corretamente.

Uma das mais importantes diz respeito à figura imaginária que coloca presentes no nosso sapatinho: o Pai Natal.

Agora que o consumismo se generalizou, esse senhor de barbas brancas não vive só na Lapónia, junto com os seus duendes, a ler as cartas das crianças e a preparar presentes, mas começou a ter clones espalhados pelas ruas e pelos centros comerciais, surgindo a necessidade de saber qual é o plural de Pai Natal.

Evitar açúcares é uma das tarefas mais difíceis para quem se preocupa em ter uma alimentação saudável, ainda mais numa época como esta, que é o Natal, quando temos sempre uma mesa de doces tradicionais.

Por açúcar referimo-nos a todas as palavras terminadas em “ose” e “itol” que constam nos rótulos das embalagens, como por exemplo: glucose, sacarose, frutose, dextrose, sorbitol, poliglicitol, galactose. O açúcar fornece apenas calorias vazias para o organismo porque não tem qualquer valor nutricional, devendo por isso ser evitado.

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