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Quem age, não se rende!

Continuamos em casa!

Por nós e por todos!

Já passou mais de um mês e continuamos em casa, 24 horas por dia, por tempo ainda indeterminado! Estamos numa luta desenfreada para nos precavermos de algo que não controlamos e ainda pouco conhecemos, procurando manter-nos em segurança, respeitando os cuidados básicos, fazendo o que podemos e o nosso melhor.

No entanto, as dúvidas e incertezas invadem-nos, a ansiedade espreita, com grande vontade de se instalar. Quase que perdemos o Norte na nossa bússola interior. Estamos inseguros! É natural que a situação nos faça repensar as nossas prioridades.

Não estamos, realmente, de férias! Mas as nossas rotinas estão diferentes, há cada vez mais desafios para gerir no dia-a-dia e o mundo está a mudar... Como vai ser? Como está a ser?

Vai ficar tudo bem! É uma expressão associada à esperança no futuro, ao otimismo, ao pensamento positivo que nos deve acompanhar, neste momento, o mais possível.

Não estamos numa situação fácil, não há manuais de instruções, poções mágicas ou fórmulas certas, no entanto, enquanto psicóloga, considero que há aspetos, tais como, uma boa comunicação entre todos, o estabelecimento de rotinas, horários, regras, limites, planos e reuniões familiares, conseguindo mantê-los, dão base e estrutura para se lidar melhor com os grandes e diferentes desafios que vão surgindo.

Assim sendo, temos de enfrentar a nova realidade, dar asas ao novo paradigma educacional em que as crianças e jovens são proativas, se responsabilizam e colaboram com o todo e para o todo. As tarefas domésticas são assim consideradas o motor do desenvolvimento do trabalho de equipa, da entreajuda, do respeito, da justiça, da solidariedade, do voluntariado,..., da autoconfiança, do autoconceito, da autoestima... e permitem perceber o papel da criança/adolescente na família, pelo que faz sentido envolver, cada vez mais, as crianças, mesmo as mais pequenas (mesmo que desajudem mais do que ajudem, tendo oportunidade podem aprender) até os adolescentes e os adultos. Todos devem participar, ressaltando a importância dos pais como modelos educacionais.

Como conseguir manter o equilíbrio?

Gerir tudo isto com calma e um sorriso diríamos que é um trabalho intenso, difícil e para super-pessoas, as quais todos sabemos que não existem.

Tendo esta noção, é muito importante conseguir não negligenciar as nossas necessidades básicas e manter o nosso bem-estar para podermos ser e sentirmo-nos competentes e o mais adequados possível. Devemos também dar atenção às nossas emoções que derivam do que pensamos e às emoções dos nossos filhos.

 

O bem-estar dos adultos (e adultos seniores) está assegurado quando conseguimos pensar positivo (porque vai atuar e produzir emoções mais positivas), mantemos as nossas rotinas (dentro do possível), relaxamos, convivemos com as pessoas que mais gostamos e satisfazemos as nossas necessidades básicas: comemos de forma saudável, dormimos bem e horas suficientes e fazemos algum exercício físico.

Se cuidarmos da nossa saúde física e mental conseguimos lidar mais facilmente com este isolamento e, mais ainda, quem tem filhos. Não significa que temos de esconder o que sentimos ou de inventar desculpas, pelo contrário, devemos falar com honestidade e humildade sobre o que estamos a sentir, transmitindo a ideia que mesmo as emoções mais negativas (chorar, ter medo, irritação, ...) são perfeitamente normais e expetáveis nesta fase, mas também transmitindo que vai passar.

Bem-estar das crianças/adolescentes

Em relação aos filhos (crianças e/ou adolescentes) também há que ter em atenção o facto de precisarem de pais que estejam abastecidos de bens de primeira necessidade, mas também de muita tolerância e paciência, doses extra de capacidade de escuta e comunicação, que lhes permitam expressarem o que sentem, acalmando-os, explicando o que se passa com honestidade e sinceridade, mas também, para não os assustar, de uma forma que entendam, utilizando uma linguagem adequada à sua idade, transmitindo uma mensagem positiva e de esperança, em que estamos todos a viver uma situação nova, mas todos juntos, somos mais fortes e vamos superar.

Em suma, as crianças precisam de se sentir apoiadas, amadas e que os pais estão lá, aconteça o que acontecer. Precisam de espaço para falar ou para se expressarem de qualquer forma. Muitas crianças expressam-se pelo desenho ou brincadeiras, e não tanto por palavras como os adultos. Precisam também de se sentir seguras e essa segurança é transmitida com a definição e manutenção de rotinas, regras e de limites. Temos de pensar no desenvolvimento da criança/adolescente como um todo: social, cognitivo e emocional promovendo a sua capacidade de lidar com a frustração e promovendo o seu bem-estar através das rotinas adaptadas à nova realidade, ou seja, também elas deverão ter um horário regular para levantar e deitar, para comer, para se mexer/pular, para estudar, ler um livro, brincar, jogar, desenhar e tempo livre para não fazer nada, pois este tempo é fantástico porque permite dar asas à imaginação e à criatividade.

Desta forma, estaremos a minimizar as ansiedades e angústias decorrentes desse momento delicado e contribuindo para que as crianças façam menos birras, chorem menos vezes e sem motivo aparente, estejam menos agressivas ou menos isoladas, queiram dormir ou comer, não deixando os pais mais exaustos ou ansiosos permitindo-lhes conciliar o trabalho, a gestão da casa, dos filhos e ainda, garantir a proteção aos mais velhos (que acham que nada lhes acontece, só aos outros), com maior facilidade.

Apesar de tudo, as crianças/adolescentes continuam a precisar de regras bem definidas. Não facilite, pois, a imprevisibilidade alimenta a insegurança e o conflito. Não permita jogos/filmes inadequados à idade e horas infindáveis nos ecrãs. Ver televisão, tablet ou usar o computador são atividades que devem ter um horário controlado e limitado por períodos, dentro de uma rotina saudável, caso contrário arriscam-se a ter um impacto negativo, causar dependência ou outras questões comportamentais.

É verdade que as crianças também se comportam mal, fazem birras, são agressivas e mostram comportamentos desajustados, pelo que será importante pensarmos no que podemos fazer nessas situações. Os gritos e palmadas, não ajudam, podem até parar o comportamento e até parecer, naquele momento, que são eficazes, mas a curto prazo, não ensinam nada de bom à criança e, menos ainda, a lidar com a frustração ou com o “não”.

Se estivermos atentos apercebemo-nos que existem algumas birras (aquelas em que percebemos que a criança está só a exteriorizar as suas emoções, que não se coloca em risco nem aos Outros) que podemos ignorar, dar tempo e esperar que a birra “se vá embora”. Quando a criança estiver mais calma, capaz de nos ouvir, devemos conversar com ela e dar-lhe espaço para falar, dizer o que sente e pensar com ela em algumas formas de resolver a situação. Por exemplo, se a criança magoou alguém ou estragou alguma coisa deve pedir

desculpa, mas também pensar numa forma de reparar ou compensar a pessoa que magoou, fazendo algo pelo Outro, de modo a responsabilizá-la pelo seu comportamento. Outra estratégia muito utilizada pelos adultos é retirar privilégios (não vê televisão, não joga no tablet, ...) mas, no presente contexto, deve-se recorrer a esta estratégia o mínimo possível ou por reduzidos períodos de tempo, pois podemos produzir um efeito ainda pior sobretudo, se não conseguirmos controlar ou se não formos coerentes (dizer e fazer).

É bom contar uns com os outros!

Neste contexto que estamos a viver, em que fomos “obrigados” a estar confinados, a alterar, a abrandar ou mesmo a travar a fundo, apercebermos como é bom contar uns com os outros, a importância de reinventar a “normalidade” distinguindo futilidades e saudades compreendendo o valor da gratidão e o que realmente tem valor.

O mundo está a alterar-se a uma velocidade alucinante e todos procuramos ajustar-nos da melhor forma, conscientes da necessidade de renovação, transformação e de maior compreensão mútua.

Os professores e as educadoras de infância continuam incansáveis à procura de soluções/alternativas para dar continuidade às atividades letivas procurando manter um contacto regular com os seus alunos e reduzindo ao máximo o impacto da quarentena. Não sendo uma tarefa fácil para ninguém, verifica-se que é possível manter o foco na escola, algumas rotinas de estudo, prestando apoio às famílias e agradecendo a sua cooperação. Por cooperação parental entenda-se orientar (crianças mais pequenas), supervisionar (crianças mais crescidas) e promover a autonomia (não fazer por ele).

Para favorecer o crescimento, é fundamental, desde pequenino, ajudar a planear, a organizar-se, a estabelecer e cumprir objetivos/tarefas que define, a gerir o tempo de lazer e as responsabilidades, a respeitar a si próprio e aos outros. O aprender a fazer, o aprender a pensar, o domínio das tecnologias, o procurar respostas para as dúvidas, depois de tentar e não conseguir solicitar a ajuda dos educadores/professores, são os pilares essenciais da aprendizagem global e do sucesso, conferindo-lhes maior capacidade e autoconfiança para darem resposta às exigências futuras.

Estamos todos a fazer História!

Estou convicta que serão muitas as histórias que as famílias vão ter para contar... sobretudo, sobre as diferentes formas como aproveitaram as oportunidades que tiveram para lidar com as dificuldades que sentiram, como desenvolveram mecanismos de resiliência e como ajudaram os filhos a refletir, a aprender a ser e a crescer neste desafio inigualável.

Cuide bem de si e dos seus!

Estamos aqui para ajudar!

Anabela Vinagre

Psicóloga

Gabinete Psicopedagogia do Colégio do Vale

Quando abraçamos a missão de preparar as nossas crianças/os nossos jovens para um mundo que ainda não conhecemos, não é suficiente promover a aquisição de conhecimentos teóricos, científicos e práticos. É também essencial que se promovam atividades em que possamos questionar o que nos rodeia e reinventar o que conhecemos, pois o progresso do nosso mundo não depende do domínio de tudo o que é conhecido ou já foi inventado, mas de toda a capacidade que temos para o que ainda podemos inventar.

Assim, a criatividade promove um equilíbrio entre a teoria e a prática na aprendizagem e a expressão dramática é a grande oportunidade de desenvolver a ligação entre a consciência, os conhecimentos adquiridos e as emoções. Enquanto se memoriza as falas e se aprende a expressar fisicamente, adquirem-se competências de capacidade de comunicação, concentração, cooperação, empatia, autoconfiança, que dificilmente se desenvolveriam tão eficazmente noutro contexto e que são ferramentas essenciais num mundo cada vez mais exigente e competitivo.

Deste modo, o Colégio do Vale dinamiza, há 15 anos, o Núcleo de Teatro do Colégio do Vale, que pretende a valorização do sentido estético e artístico ao mesmo tempo que é um instrumento impulsionador de uma aprendizagem mais globalizante e autónoma. Um aluno que enfrente os desafios de pisar um palco, será sempre um adulto mais seguro, mais confiante, mais feliz e com uma maior capacidade de improvisação diante de situações inesperadas que surjam.

Independentemente da plateia ou dos aplausos, o teatro ensina-nos a desempenhar o nosso papel, ensinando-nos também a importância de apoiar e de sermos apoiados num grupo onde crescemos juntos, criando e recriando outras oportunidades e explorando novos caminhos, rumo a um progresso que será sempre o resultado desses percursos que nos predispusemos a inventar.

Ana Coelho

Professora de Português e Francês

Anos bissextos. Sabe porque existem? E desde quando são parte do calendário?

Conforme todos já reparámos, este ano é daqueles em que o mês de fevereiro tem 29 dias, ou seja, o ano de 2020 é bissexto.

Mas, como determinar se um ano é bissexto?

É comum ouvir dizer-se que os anos múltiplos de 4 são bissextos. Na verdade, não é bem assim: são bissextos todos os anos múltiplos de 4 que não sejam múltiplos de 100 (por exemplo 2012, 2016, 2020, …) e todos os múltiplos de 400 (por exemplo 1600, 2000, 2400, …).

Mas, porque é que isto acontece?

Há mais de dois mil anos, na Roma antiga, o imperador Júlio César apercebeu-se de que o calendário romano, de 365 dias, não estava totalmente alinhado com o ano solar, com duração aproximada de 365,25 dias, ou seja, de 365 dias e 6 horas.

Para compensar este excesso anual de 6 horas, que após 4 anos completaria 24 horas, estipulou-se que seria adicionado 1 dia extra ao calendário a cada 4 anos, evitando-se assim deslocamentos das datas que marcavam o início das estações do ano. Surge assim o calendário juliano em homenagem ao imperador.

Será que o calendário juliano resolveu o problema?

Efetivamente, não! Esse calendário não resolveu totalmente o problema, pois a Terra não demora exatamente 365 dias e 6h a dar uma volta ao Sol, mas sim 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 56 segundos, pelo que o calendário juliano criava um excesso anual de 11 minutos e 14 segundos em relação ao ano solar (ou seja 0,0078 dia). Essa diferença, com o passar do tempo, foi causando implicações no calendário das estações e nas datas de alguns ritos religiosos.

Como foi então resolvido o problema?

Tendo em conta que a discrepância de um ano no calendário juliano era de 0,0078 dia a mais que o ano solar, ao final de 1 século, o excesso era de 0,78 dia, ou seja, aproximadamente ¾ de dia, o que, ao final de 400 anos, haveria então uma diferença de 3 dias. Assim, no séc. XVI, o Papa Gregório XIII encontrou uma solução introduzindo um sistema de exceções aos anos bissextos: não seriam bissextos os anos múltiplos de cem, a menos que também sejam múltiplos de 400, retirando-se assim três anos bissextos em cada 400 anos.

Esta regra do calendário gregoriano criado em 1582, embora não seja perfeita, permanece até aos dias de hoje e é usada pela maioria dos países.

Curiosidade: Porque foi escolhido o mês de fevereiro para ser feito esse acerto?

Na implementação do ano bissexto durante o império romano, na época de Júlio César, o mês de agosto tinha apenas 29 dias. Quando o poder chegou às mãos do seu filho adotivo, César Augusto, este não gostou que o mês que recebe o seu nome (agosto) tivesse menos dias do que o mês de Júlio César (julho, que tinha 31 dias). Então, Augusto decidiu redistribuir os dias de forma a dar 31 a agosto, desfavorecendo o mês de fevereiro, que ficou com 28 dias.

Cristina Raposo

Professora de Matemática e Diretora Pedagógica

Na edição de novembro revelámos o significado do misterioso algarismo do número do Bilhete de Identidade. E os 4 caracteres do Cartão de Cidadão? O que significam?

Com a criação do Cartão de Cidadão, o antigo número do BI passou a ser designado por Nº de Identificação Civil, o qual aparece seguido de 4 caracteres.

O primeiro desses caracteres corresponde exatamente ao antigo algarismo suplementar do BI desvendado na nossa edição de novembro.

Quanto aos dois caracteres alfanuméricos, estes representam apenas o número da emissão do cartão para um determinado cidadão: o primeiro cartão a ser emitido apresenta as letras ZZ; se for emitido um novo cartão, este virá com as letras ZY, e assim sucessivamente. Com grande probabilidade, neste momento o leitor estará a olhar para o seu cartão de cidadão a verificar se assim é.

No fim surge um outro algarismo, com um valor entre 0 e 9. Este é o algarismo de controlo de um novo sistema que permite detetar erros na escrita de todo o documento.

Vejamos o exemplo 17310684 6 ZZ8. Em primeiro, são atribuídos valores numéricos às letras: A = 10; B = 11; …; Z=35. Depois, fazendo a leitura do número da direita para a esquerda (começando no algarismo de controlo), adicionam-se todos os algarismos que estão nas posições ímpares (s1=8+35+4+6+1+7=61). Em seguida, multiplica-se por 2 os algarismos nas posições pares (2x35=70; 2x6=12; 2x8=16; 2x0=0; 2x3=6; 2x1=2). Subtraem-se 9 unidades aos valores obtidos com mais de um dígito (61; 3; 7; 0; 6; 2) e adicionam-se estes valores (s2=61+3+7+0+6+2=79). Por fim, calcula-se a soma dos valores obtidos (s1+s2=61+79=140), o qual deverá ser múltiplo de 10 (ou seja, o seu algarismo das unidades deverá ser 0). Se o resultado não for um múltiplo de 10, significa que ocorreu um erro e que o número não está corretamente escrito.

Este sistema, ao contrário do dígito de controlo do BI, permite efetivamente detetar se a escrita do número está correta, tornando desta forma possível detetar falsificações de cartões assim como reconstruir o número em caso de ilegibilidade de algum algarismo.

Os Jovens convivem, interagem, namoram… na escola, nos bancos do jardim… na Vida! As emoções evoluem, as hormonas chocam dentro do seu corpo e as transformações acontecem. As descobertas iniciam-se e com elas as dúvidas, a curiosidade.

Falar em Sexualidade não é abordar apenas uma questão científica. Falar em Sexualidade é falar também em sensações e emoções. O conjunto que evolui dentro de cada adolescente.

O “encontro” com a Sexualidade é cruzar com um estado de energia que nos motiva para encontrar amor, contacto, ternura e intimidade; ela integra-se no modo como sentimos, movemos, tocamos e somos tocados, é ser-se sensual e ao mesmo tempo ser-se sexual. Esse estado de energia (e de alma) influencia pensamentos, sentimentos, ações e interações e, por isso, influencia também a nossa saúde física e mental.

Porém, tudo o que vivemos deve ser feito e sentido com responsabilidade. A vida é feita de escolhas e fazê-las de forma ponderada e responsável, tendo noção dos prós e dos contras, assumindo as consequências das opções que são tomadas, é fundamental!

Cada vez mais os jovens vivem as relações afetivas em formato fast food, o imediato e com uma emoção intensa. Muito informados, mas pouco reflexivos face à informação. A Educação Sexual assume, neste contexto atual, um papel fundamental para tornar a sala de aula um espaço de partilha, reflexão e, ao mesmo tempo de promoção da saúde sexual dos adolescentes.

Os jovens não são só ciência e o espírito crítico face ao conhecimento necessita de ir ao encontro do que eles sentem. A escola é a responsável pela sua abordagem formal, mas também emocional, promovendo a igualdade entre os sexos e educando para o respeito pela diferença entre as pessoas e pelas diferentes orientações sexuais.

Escola e Família colaboram assim para ajudar os jovens a sentirem-se mais seguros quando as dúvidas, as angústias e os receios surgirem, promovendo o autoconhecimento e valorização de si próprios, nesta etapa fundamental para a construção da sexualidade adulta.

 

Professora Maria Carrilho

Ciências Naturais

Com o ano a terminar devemos refletir sobre o que fizemos durante estes 365 dias e pensar no que podemos melhorar, pois, certamente que são várias as imagens que lhe vêm à memória.

Eu venho propor-lhe que pense na sua alimentação!

Quantas vezes já parou 10 minutos para comer qualquer coisa, de preferência rápida, saborosa e já preparada? Quantas vezes não esteve cansado, sem vontade de fazer o jantar e colocou uma lasanha no forno ou fez um bife com batatas fritas? Quantas vezes optou por deixar os miúdos não comerem sopa ou legumes ou lhes deu doces só para eles não chatearem?

Pois é, a alimentação saudável pressupõe que esta seja completa, equilibrada e variada, que alimentos ricos em fibras como cereais, leguminosas, fruta e hortícolas, ricos em vitaminas e sais minerais e com baixo teor de gorduras saturadas façam parte da sua alimentação, proporcionando a energia adequada e os nutrientes necessários ao longo do dia.

Para adotar uma alimentação mais saudável não necessita de comer pratos sem sabor, mas deve evitar doces e fritos, que só deverão ser consumidos em dias festivos.

Para cozinhar de forma saudável e fácil, basta que aposte em alimentos cozidos, grelhados ou assados no forno, ou então cozinhados a vapor ou escalfados. Nenhuma destas formas de cozinhar necessita de adição de gordura na sua confeção.

Para começar a alterar o modo como se alimenta, comece o dia com um pequeno-almoço nutritivo, podendo pão, leite e fruta ser uma boa opção.

Reduza o tamanho das porções ingeridas ao almoço e ao jantar e não se esqueça que, em maioria, no prato devem estar os produtos hortícolas. A sopa deve fazer parte das refeições principais. Faça várias refeições ao longo do dia e não se esqueça que quantidade não é sinónimo de qualidade, por isso, reduza o tamanho das porções ingeridas.

Diminua a quantidade de sal que usa para temperar a comida e evite refeições pré-cozinhadas, muito ricas em sódio e, também, em gordura. A Organização Mundial de Saúde recomenda que não se ingira mais de 5 g por dia e nós, em Portugal, consumimos mais do dobro.

Para o fim deixo a não menos importante água, pois devemos privilegiar o seu consumo como bebida principal e deixarmos os sumos naturais para ocasiões especiais.

Quando se alimenta está a fornecer ao seu organismo os melhores ou os piores nutrientes que escolheu para se alimentar. A sua nutrição depende de si!

Boas escolhas alimentares são sinónimo de uma vida mais saudável!

Mária Benedito

Nutricionista – 2845N

Saiba como a Matemática pode ajudá-lo a conseguir o embrulho de Natal perfeito.

Usando a Matemática é possível descobrir a forma de embrulhar um presente de modo a poupar no papel de embrulho e na fita-cola e, ao mesmo tempo, a conseguir uma bonita embalagem.

A técnica foi criada pela Dra Sara Santos, uma portuguesa a viver atualmente nos Estados Unidos, após ter sido desafiada pela conhecida cadeia de lojas online da Amazon para desenvolver um método que permitisse poupar nos milhares de embrulhos feitos todos os anos pela empresa, na época do Natal.

Mas então, em que consiste esse método? Vamos supor que têm uma caixa com base quadrada, como a da figura. Devemos proceder do seguinte modo:

i) Medir a diagonal do quadrado que constitui a base da caixa (neste exemplo é 14,2 cm);

ii) Medir a altura da caixa (10 cm);

iii) Adicionar o comprimento da diagonal da base com a altura da caixa, multiplicada por 1,5 (14,2+10x1,5=29,2 cm);

iv) Cortar um quadrado de papel de embrulho com lado igual ao valor obtido em iii) (fig. 1).

imagema

Será com este quadrado de papel que vamos embrulhar o nosso presente, como mostram as figuras 1 a 5. Em primeiro lugar, a caixa deve ser posicionada no centro da folha de papel e na diagonal (fig.2). Depois juntam-se duas pontas opostas, podendo utilizar-se um pouco de fita-cola para segurar essas pontas (fig. 3). Em seguida, procede-se da mesma forma para as restantes duas pontas, tendo o cuidado de dobrar um pouco o papel, obtendo-se assim uma sobreposição de papel em dois lados da caixa (fig. 4). Utiliza-se mais um pouco de fita-cola para fixar essas pontas. Os mais habilidosos poderão utilizar apenas este pedaço de fita para fixar as quatro pontas do papel.

E eis que temos o nosso lindo embrulho (fig. 5) em que, para além de se poupar na fita-cola, também se poupou de forma significativa na quantidade de papel, uma vez que existe pouca sobreposição do mesmo.

Também poderá utilizar este método em caixas de base retangular, embora haja uma maior sobreposição de papel e não se consiga um aspeto tão harmonioso com papel de embrulho que tenha riscas paralelas.

Aproveite este método inovador para impressionar os seus familiares e amigos com embrulhos bonitos e económicos!

CRIANÇA. Sinónimo de “um Ser” capaz, competente e com uma identidade própria que a levará a construir-se enquanto “pessoa”, integrada em diferentes cenários educativos: a família, a escola, a comunidade. Assim, desenvolve a sua personalidade tendo em conta o meio em que está inserida, mas também a forma como é cuidada, compreendida e respeitada. Por isso, a infância é uma etapa crucial e marcante na vida de um ser humano.

A CRIANÇA é um ser ávido de descobertas, explorações e aprendizagens, que só se sente capaz de “Crescer Feliz” se se sentir cuidada, rodeada de pessoas, de sentimentos e emoções, mas acima de tudo, se se sentir protegida.

Com a aprovação da Convenção dos Direitos das Crianças (em 1989, ONU), a criança é valorizada num conjunto de direitos fundamentais, que assentam em quatro grandes pilares: a não discriminação (todas as crianças têm direito a desenvolver todo o seu potencial), o interesse superior da criança (prioritário em todas as ações e decisões que lhe diga respeito), a sobrevivência e o desenvolvimento (garantir o acesso a serviços básicos e à igualdade de oportunidades), a opinião da criança (esta deve ser ouvida e tida em conta em todos os assuntos que digam respeito aos seus direitos).

Neste sentido, o Colégio do Vale, enquanto alicerce fundamental na educação e também no crescimento e desenvolvimento saudável e harmonioso dos seus alunos, promove uma Escola de Direitos e Deveres, em que as crianças e jovens:

… têm a sua identidade e adquirem o sentido de pertença a um grupo;

… fazem as suas escolhas, tomam decisões, são ouvidas e respeitadas;

… dão a sua opinião, dialogam, escutam e negoceiam;

… têm direito a desenvolver a sua personalidade, os seus dons e aptidões;

… reconhecem e respeitam a sua identidade cultural, a língua, valores e tradições;

… respeitam civilizações e culturas diferentes da sua;

… preparam-se para assumir responsabilidades, num espírito de compreensão, paz, tolerância, igualdade de género e de amizade;

… respeitam o meio ambiente;

… têm acesso a um currículo inclusivo e adaptado a todos;

… têm direito à liberdade de expressão, podendo dizer o que pensam através da fala, da escrita, da música, da dança;

… têm tempo livre, criam laços, brincam e aprendem;

… percecionam-se integrados numa família, reconhecida, respeitada e valorizada na escola

As regras e deveres são também fundamentais no desenvolvimento de todas as crianças, devendo saber respeitar-se a si e aos outros, e serem capazes de ouvir e aceitar opiniões diferentes das suas.

As escolhas são um direito de todos, mas requerem responsabilidade a ter em conta numa vida em sociedade.

No Colégio do Vale trabalhamos para que o dia Mundial dos Direitos das Crianças seja celebrado diariamente.

No Colégio do Vale…

… Vale ser Criança, Vale ser Feliz!

Ana Carrilho

Educadora de Infância – Colégio do Vale

Sabe o que representa o misterioso algarismo que se segue ao número do Bilhete de Identidade?

Há cerca de duas décadas, o Estado Português acrescentou um algarismo suplementar aos 8 algarismos do Bilhete de Identidade (BI), atualmente designado por Nº de Identificação Civil e que consta no Cartão de Cidadão. Com grande probabilidade terá ouvido alguém dizer que esse algarismo indicava o número de pessoas em Portugal que tinham um nome exatamente igual ao do portador do cartão. Mas ... será isso verdade? Efetivamente isso não passa de um mito urbano, pois o algarismo misterioso é um dígito de controlo que permite detetar erros na escrita ou leitura do número do BI.

Vejamos, como exemplo, o número 17310684, em que 6 é o algarismo suplementar.

Para verificar se o número está correto procede-se da seguinte forma: fazendo a leitura do número da direita para esquerda, (começando no suplementar) multiplicam-se os algarismos sucessivamente por 1, 2, 3, … ,9 e somam-se os resultados.

1 x 6 + 2 x 4 + 3 x 8 + 4 x 6 + 5 x 0 + 6 x 1 + 7 x 3 + 8 x 7 + 9 x 1 = 154

Como 154 : 11=14, conclui-se que 154 é múltiplo de 11 e, assim sendo, o número do BI está correto. Se o resultado final não fosse um múltiplo de 11, significava que tinha ocorrido um erro e que o número não estava bem escrito. No entanto, este sistema tem um bug. Uma vez que, na divisão por 11, o resto pode ser um número de 1 a 10, há números de BI cujo número de controlo seria 10. Mas, como 10 não é um dígito, Portugal adotou a solução de usar o “0” quando fosse “10”. Assim, quando temos um “0” impresso, este poderá ser verdadeiramente um “0” ou um “10”, pelo que muitos erros de escrita poderiam não ser detetados.

Fica assim desvendado o mistério do algarismo do Bilhete de Identidade! Numa próxima edição iremos debruçar-nos sobre o significado dos restantes caracteres que compõem o número do Cartão de Cidadão, nomeadamente as 2 letras e o algarismo que se encontra no final.

Curiosidade: O primeiro Bilhete de Identidade, com o número 1, foi emitido em 1914, para o Presidente da República Manuel de Arriaga.

Cristina Raposo

Professora de Matemática

 

Sabe como se convertem os votos em mandatos?

No passado dia 6 de outubro decorreram as eleições legislativas, também designadas por eleições para a Assembleia da República, em que nós, cidadãos portugueses, determinámos quem iriam ser os nossos representantes para os próximos 4 anos.

Mas … sabe como são atribuídos os mandatos a cada partido tendo em conta os resultados eleitorais?

Nas eleições presidenciais é relativamente simples. Os eleitores votam num dos candidatos e ganha quem tiver mais votos, recorrendo-se a uma 2ª volta caso este não tenha mais de 50% dos votos.  No entanto, nas eleições legislativas, os cidadãos não estão a eleger uma pessoa, mas sim os 230 deputados que irão constituir a Assembleia da República. Esta deverá representar a população na tomada de decisões, pelo que o sistema eleitoral utilizado não é um sistema Maioritário, mas sim um sistema de Representação Proporcional. Isto é a base da chamada democracia representativa.

Em Portugal, nas eleições legislativas, autárquicas e europeias é utilizado um modelo matemático chamado Método de Hondt, criado em 1878 pelo belga Victor D´Hondt, o qual distribui os mandatos pelos partidos de forma a que haja um parlamento que represente, dentro do possível, a vontade dos eleitores.

Exemplo:

Vamos supor que o círculo eleitoral "X" tem direito a eleger sete deputados e que concorrem quatro partidos: A, B, C e D. 

Apurados os votos, a distribuição foi a seguinte: A - 12.000 votos; B - 7.500 votos; C - 4.500 votos; e D - 3.000 votos. Depois de ordenados, o número de votos apurados por cada partido é dividido, sucessivamente, por 1, 2, 3, 4, etc. (até 7, que é o número de deputados a eleger). Em seguida, são escolhidos os 7 maiores quocientes os quais irão corresponder aos 7 deputados a eleger.

Ou seja, da aplicação do método de Hondt resulta a seguinte série de quocientes:

HONT

Neste exemplo, os quocientes correspondentes a mandatos, assinalados a azul, levam à seguinte distribuição:

partido A elege 3 deputados, o partido B elege 2 deputados e os partidos C e D elegem, cada um, 1 deputado. Note-se que a eleição do 7º e último deputado (partido D) beneficiou da regra em que a igualdade de votos atribui o mandato à lista menos votada. 

Cristina Raposo

Professora de Matemática

 

 

É Bullying!?

Não banalizemos o termo.

Hoje, com tanta informação disponível, é fundamental não banalizarmos termos para não incorrermos em erros possíveis mas desnecessários ou evitáveis.

Considerar que tudo é bullying é tão nocivo como achar que não é nada de importante. Não podemos banalizar o termo. Um ato isolado não pode ser considerado bullying. É preciso ter prudência e bom senso, nem tudo é bullying, mas também nem tudo é apenas uma brincadeira.

O esperado é que as pessoas não ajam no sentido de, deliberadamente, magoar o outro. Muitas vezes, uma criança discutir com um colega, receber uma crítica ou um empurrão, ser recusada na brincadeira organizada por um grupo no recreio, não querer ser mais a melhor amiga ou ter uma vontade repentina de faltar à escola, remete rapidamente e incorretamente, para a expressão: “É bullying!”

Mas afinal, o que é o bullying?

O bullying é um termo utilizado para descrever atos intencionais e repetidos de violência física ou psicológica que causam angústia e humilhação no outro.

No bullying fala-se de agressor (bullie), vítima e espectadores, podendo acontecer em qualquer contexto: escolas, universidades, famílias, vizinhos, em locais de trabalho,…

O conceito de bullying não é seletivo, pode atingir qualquer um e diz respeito a todos. Quando o bullying existe, tanto a vítima como o agressor/bullie precisam de ajuda…Ambos têm uma baixa autoestima que se manifesta de forma diferente.

O bullie, geralmente, não gosta de si mesmo ou vive com agressão, precisa de atenção, de se sentir importante, sendo frequente não compreender e não se importar com os sentimentos dos outros, usando a agressão. Esses atos são praticados por uma ou mais pessoas (bullies), rapazes ou raparigas, com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo.

Adotam comportamentos deliberados e repetitivos no tempo, como bater, pontapear, beliscar, empurrar, chamar nomes, ameaçar, provocar, hostilizar, manipular, amedrontar ou chantagear. Os bullies podem também espalhar um boato sobre alguém, roubar dinheiro ou comida, gozar ou deixar alguém fora do grupo, propositadamente (rejeitar).

Por outro lado, a vítima é (geralmente) passiva, tímida, reservada, com receio de falar, de se impor, sentindo-se magoada com a abordagem, ficando sozinha, envergonhada, triste e com medo. O ter de lidar com o bullying pode até fazê-la sentir-se doente.

Os espectadores são as pessoas que assistem a situações de bullying e podem fazer algo para ajudar, começando por contar a um adulto o que se passa, devendo este interferir quando vê o bullie ser agressivo,… .

A escola, sendo um espaço privilegiado de socialização, permite aprender regras de funcionamento, de cooperação, de integração, de ajuda, de participação e, embora o bullying tenha reflexos na escola ou se reproduza nela, é importante os pais refletirem que, não é apenas no ambiente escolar que as crianças aprendem a discriminar e a desrespeitar.

O papel dos pais é difícil, pois requer coerência e disponibilidade, o que nem sempre acontece. Também é verdade que o excesso de proteção dos pais pode condicionar os filhos a lidar com as frustrações e com os desentendimentos característicos de cada idade, surgindo comentários como: “se for preciso, eu vou lá falar com esse teu amiguinho”, “simplesmente, fazes o mesmo…” ou “não falas/brincas mais com ele” o que os pode impedir de ser assertivos e de viver cada fase saudavelmente. A maior parte das vezes, os pais ficam tão incomodados com o relato que procuram soluções igualmente rápidas e interferem alimentando as dificuldades e inibindo o desenvolvimento dos filhos. É importante ouvi-los, mas também ajudá-los a lidar com as próprias emoções/sentimentos tais como, a tristeza, o medo, a raiva, a alegria, a revolta, a justiça e a injustiça.

Se os filhos forem impedidos de sentir emoções, como irão lidar com isso durante a adolescência e a fase adulta? Como vão crescer?

Uma criança/jovem que não sabe lidar com as emoções, ao deparar-se com situações sentidas como adversas ou frustrantes, terá uma maior probabilidade de procurar fugir dos problemas, isolando-se, sendo agressivo, rebelde ou apresentando outros comportamentos mais graves.

Procure não fazer ou resolver por ele. Fortaleça a sua autoestima. Oiça-o mais. Fale menos. Permita-lhe refletir consigo, ponderar soluções, fazer escolhas. Deixe-o resolver as questões, experimentar enfrentar desafios, viver perdas e a conquista de novos amigos.

Ajude-o a ser autónomo, livre e feliz.

 

Anabela Vinagre

Psicóloga Educacional

Outubro 2019

Medos e receios todos temos no início do ano letivo, mas orientados,

A CONFIANÇA PREVALECE E O SUCESSO APARECE!

Se todos os alunos ansiavam pelo final do ano letivo e a chegada das tão esperadas férias e do seu merecido descanso, após quase três meses de brincadeiras, mergulhos e muito mais, também o regresso às aulas é um momento desejado!

Enquanto uns valorizam todas as novidades: amigos, material, professores, salas, mudanças na escola, entre outros; outros querem rever os amigos, professores e preferem menos mudanças e necessidade de novas adaptações.

Mas não nos podemos esquecer de uma coisa muito importante: esta nova fase não é um momento ansiogénico apenas para os mais pequenos, mas também para os pais, avós e todos aqueles que se sentem de certa forma responsáveis pelo sucesso de todo este processo.

É por isso que nesta altura surgem tantas incertezas, indecisões e hesitações que apenas unidos abrirão portas para que este novo ano letivo seja fantástico. Partilhamos assim algumas dicas e estratégias para se sentirem mais seguros nas vossas escolhas, expondo aqui algumas dúvidas frequentes que podem surgir.

É essencial conhecer e partilhar os medos e receios das crianças e dos pais e assim encontrarem possíveis soluções antecipadas, realizando pequenos “contratos” escritos de promessa entre as partes.

Qual o material mais adequado para o meu filho?

Quando mudamos de ciclo ou apenas de ano, esta é uma dúvida que surge com bastante frequência. É importante analisar os vários prós e contras tendo em conta a capacidade de organização pessoal da criança, nunca esquecendo que é essencial envolvê-la nesta escolha para que também a ela lhe faça sentido e se responsabilize pelo seu novo material.

Embora o dossier tenha a grande vantagem de aglomerar todo o material em papel (apontamento e fichas) dentro do mesmo separador, tendo por isso acesso a todas as disciplinas em qualquer momento, se a criança for pouco cuidadosa, esta pode não ser a melhor opção uma vez que as folhas tendem a misturar-se entre disciplinas e a rasgarem-se. Por outro lado, os cadernos não permitem que as fichas acompanhem os apontamentos no mesmo local, sendo necessário a utilização de uma capa de micas ou outra que implica que o aluno se organize neste sentido. No entanto, as folhas não se rasgam com tanta facilidade e os apontamentos das disciplinas não tendem a misturar-se, sendo por isso uma melhor escolha para alunos menos cuidadosos.

Assim, tanto a escolha do dossier como de cadernos requerem que a criança desenvolva a sua organização pessoal, pois ambos a exigem.

Quanto aos lápis, canetas e borrachas, para que não sejam um meio de distração dos alunos, mas sim uma motivação para os utilizar em contexto adequado, estes devem ser por eles escolhidos, mas num número reduzido. Basta um lápis de carvão/lapiseira, uma borracha, duas canetas azuis e duas canetas coloridas para destacar.

Como podem organizar o seu tempo nas variadas atividades?

Este é um tema essencial de aplicar desde o início do ano! Uma boa organização é aquilo que lhes vai permitir articular e aproveitar ao máximo o tempo de trabalho com o tempo de diversão.

Uma agenda deve estar sempre presente na mochila do seu filho, onde deverá também estar o seu horário para que possa consultar sempre que necessário. Assim, ajudará não só a registar todas as responsabilidades que vão surgindo como entregas e apresentações de trabalhos, testes e material necessário, mas também aniversários dos amigos ou outros compromissos marcados para diversão e assim conseguir gerir o tempo de forma antecipada, planeando o estudo semanal das disciplinas.

Não se esqueça que a agenda é do seu filho e que deve ser ele a fazer todos os seus registos, mesmo que numa fase inicial o tenha de orientar!

Autonomia

A preparação da mochila deve ser feita no dia anterior e ser de inteira responsabilidade do aluno. Se ainda tiver dificuldades, os pais poderão, em conjunto com ele, organizar uma check-list que o orientará inicialmente no material necessário para cada dia da semana.

Quanto ao estudo, este também deverá tornar-se ao longo do ano o mais autónomo possível. Para isso, terá de aprender a fazê-lo e a conhecer a forma mais eficaz para si.

Ler apenas não é suficiente , pois quando tiver de pôr este conhecimento à prova, não estará tão confiante como se se preparasse de forma adequada. Assim, à medida que vai cumprindo o plano de estudo registado na sua agenda, deverá sublinhar as informações importantes e resumir por palavras suas, juntando à medida que estuda, os diferentes apontamentos, para que, mais perto do momento da avaliação, possa reler os mesmos e praticar de forma mais consistente e assim ficando mais confiante e menos nervoso nos momentos-chave.

Comecemos então este novo ano letivo da melhor forma!

Técnica de Educação Especial, Psicomotricidade e Reeducação

Ana Damásio

Brincar!

É comum ouvirmos a frase “vamos ao parque para eles [as crianças] brincarem um bocadinho!” Facto é que, este “bocadinho”, vai muito para além da socialização inerente a cada interação com os pares e do desenvolvimento motor que as estruturas lúdicas e estimulantes tão bem proporcionam. O espaço exterior potencia uma diversidade de experiencias ao ar livre que são repletas de estímulos sensoriais que promovem aprendizagens e bem-estar nas crianças.

No Colégio do Vale, proporcionamos diversas atividades de exploração direta com os elementos da Natureza, numa abordagem multissensorial tão importante para as crianças. Assim, criamos momentos favoráveis para a construção de conhecimentos, através de ações que estas praticam no mundo que as rodeia fora das salas.

Brincar com as folhas que caem no chão, com a areia que teima em escorrer por entre os dedos, com as pedras e galhos pequenos que se transformam em construções temporárias, estimulam a criatividade e enriquecem as brincadeiras. As histórias, a música e as artes plásticas também “saem à rua” e são inspiradas pelos sons, cores e cheiros que a Natureza oferece! Objetos convencionais, como panelas, colheres, baldes e tantos outros, que, juntamente com areia, água e folhas ampliam as descobertas que fazem em cada brincadeira, em cada movimento.

É fundamental Brincar!... Brincar no parque, no jardim, na praia, no campo, na horta…Brincar sozinho ou acompanhado.

A Natureza e a Criatividade são aliados perfeitos, nesta missão que é Crescer Saudável!