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CRIANÇA. Sinónimo de “um Ser” capaz, competente e com uma identidade própria que a levará a construir-se enquanto “pessoa”, integrada em diferentes cenários educativos: a família, a escola, a comunidade. Assim, desenvolve a sua personalidade tendo em conta o meio em que está inserida, mas também a forma como é cuidada, compreendida e respeitada. Por isso, a infância é uma etapa crucial e marcante na vida de um ser humano.

A CRIANÇA é um ser ávido de descobertas, explorações e aprendizagens, que só se sente capaz de “Crescer Feliz” se se sentir cuidada, rodeada de pessoas, de sentimentos e emoções, mas acima de tudo, se se sentir protegida.

Com a aprovação da Convenção dos Direitos das Crianças (em 1989, ONU), a criança é valorizada num conjunto de direitos fundamentais, que assentam em quatro grandes pilares: a não discriminação (todas as crianças têm direito a desenvolver todo o seu potencial), o interesse superior da criança (prioritário em todas as ações e decisões que lhe diga respeito), a sobrevivência e o desenvolvimento (garantir o acesso a serviços básicos e à igualdade de oportunidades), a opinião da criança (esta deve ser ouvida e tida em conta em todos os assuntos que digam respeito aos seus direitos).

Neste sentido, o Colégio do Vale, enquanto alicerce fundamental na educação e também no crescimento e desenvolvimento saudável e harmonioso dos seus alunos, promove uma Escola de Direitos e Deveres, em que as crianças e jovens:

… têm a sua identidade e adquirem o sentido de pertença a um grupo;

… fazem as suas escolhas, tomam decisões, são ouvidas e respeitadas;

… dão a sua opinião, dialogam, escutam e negoceiam;

… têm direito a desenvolver a sua personalidade, os seus dons e aptidões;

… reconhecem e respeitam a sua identidade cultural, a língua, valores e tradições;

… respeitam civilizações e culturas diferentes da sua;

… preparam-se para assumir responsabilidades, num espírito de compreensão, paz, tolerância, igualdade de género e de amizade;

… respeitam o meio ambiente;

… têm acesso a um currículo inclusivo e adaptado a todos;

… têm direito à liberdade de expressão, podendo dizer o que pensam através da fala, da escrita, da música, da dança;

… têm tempo livre, criam laços, brincam e aprendem;

… percecionam-se integrados numa família, reconhecida, respeitada e valorizada na escola

As regras e deveres são também fundamentais no desenvolvimento de todas as crianças, devendo saber respeitar-se a si e aos outros, e serem capazes de ouvir e aceitar opiniões diferentes das suas.

As escolhas são um direito de todos, mas requerem responsabilidade a ter em conta numa vida em sociedade.

No Colégio do Vale trabalhamos para que o dia Mundial dos Direitos das Crianças seja celebrado diariamente.

No Colégio do Vale…

… Vale ser Criança, Vale ser Feliz!

Ana Carrilho

Educadora de Infância – Colégio do Vale

Sabe o que representa o misterioso algarismo que se segue ao número do Bilhete de Identidade?

Há cerca de duas décadas, o Estado Português acrescentou um algarismo suplementar aos 8 algarismos do Bilhete de Identidade (BI), atualmente designado por Nº de Identificação Civil e que consta no Cartão de Cidadão. Com grande probabilidade terá ouvido alguém dizer que esse algarismo indicava o número de pessoas em Portugal que tinham um nome exatamente igual ao do portador do cartão. Mas ... será isso verdade? Efetivamente isso não passa de um mito urbano, pois o algarismo misterioso é um dígito de controlo que permite detetar erros na escrita ou leitura do número do BI.

Vejamos, como exemplo, o número 17310684, em que 6 é o algarismo suplementar.

Para verificar se o número está correto procede-se da seguinte forma: fazendo a leitura do número da direita para esquerda, (começando no suplementar) multiplicam-se os algarismos sucessivamente por 1, 2, 3, … ,9 e somam-se os resultados.

1 x 6 + 2 x 4 + 3 x 8 + 4 x 6 + 5 x 0 + 6 x 1 + 7 x 3 + 8 x 7 + 9 x 1 = 154

Como 154 : 11=14, conclui-se que 154 é múltiplo de 11 e, assim sendo, o número do BI está correto. Se o resultado final não fosse um múltiplo de 11, significava que tinha ocorrido um erro e que o número não estava bem escrito. No entanto, este sistema tem um bug. Uma vez que, na divisão por 11, o resto pode ser um número de 1 a 10, há números de BI cujo número de controlo seria 10. Mas, como 10 não é um dígito, Portugal adotou a solução de usar o “0” quando fosse “10”. Assim, quando temos um “0” impresso, este poderá ser verdadeiramente um “0” ou um “10”, pelo que muitos erros de escrita poderiam não ser detetados.

Fica assim desvendado o mistério do algarismo do Bilhete de Identidade! Numa próxima edição iremos debruçar-nos sobre o significado dos restantes caracteres que compõem o número do Cartão de Cidadão, nomeadamente as 2 letras e o algarismo que se encontra no final.

Curiosidade: O primeiro Bilhete de Identidade, com o número 1, foi emitido em 1914, para o Presidente da República Manuel de Arriaga.

Cristina Raposo

Professora de Matemática

 

Sabe como se convertem os votos em mandatos?

No passado dia 6 de outubro decorreram as eleições legislativas, também designadas por eleições para a Assembleia da República, em que nós, cidadãos portugueses, determinámos quem iriam ser os nossos representantes para os próximos 4 anos.

Mas … sabe como são atribuídos os mandatos a cada partido tendo em conta os resultados eleitorais?

Nas eleições presidenciais é relativamente simples. Os eleitores votam num dos candidatos e ganha quem tiver mais votos, recorrendo-se a uma 2ª volta caso este não tenha mais de 50% dos votos.  No entanto, nas eleições legislativas, os cidadãos não estão a eleger uma pessoa, mas sim os 230 deputados que irão constituir a Assembleia da República. Esta deverá representar a população na tomada de decisões, pelo que o sistema eleitoral utilizado não é um sistema Maioritário, mas sim um sistema de Representação Proporcional. Isto é a base da chamada democracia representativa.

Em Portugal, nas eleições legislativas, autárquicas e europeias é utilizado um modelo matemático chamado Método de Hondt, criado em 1878 pelo belga Victor D´Hondt, o qual distribui os mandatos pelos partidos de forma a que haja um parlamento que represente, dentro do possível, a vontade dos eleitores.

Exemplo:

Vamos supor que o círculo eleitoral "X" tem direito a eleger sete deputados e que concorrem quatro partidos: A, B, C e D. 

Apurados os votos, a distribuição foi a seguinte: A - 12.000 votos; B - 7.500 votos; C - 4.500 votos; e D - 3.000 votos. Depois de ordenados, o número de votos apurados por cada partido é dividido, sucessivamente, por 1, 2, 3, 4, etc. (até 7, que é o número de deputados a eleger). Em seguida, são escolhidos os 7 maiores quocientes os quais irão corresponder aos 7 deputados a eleger.

Ou seja, da aplicação do método de Hondt resulta a seguinte série de quocientes:

HONT

Neste exemplo, os quocientes correspondentes a mandatos, assinalados a azul, levam à seguinte distribuição:

partido A elege 3 deputados, o partido B elege 2 deputados e os partidos C e D elegem, cada um, 1 deputado. Note-se que a eleição do 7º e último deputado (partido D) beneficiou da regra em que a igualdade de votos atribui o mandato à lista menos votada. 

Cristina Raposo

Professora de Matemática

 

 

É Bullying!?

Não banalizemos o termo.

Hoje, com tanta informação disponível, é fundamental não banalizarmos termos para não incorrermos em erros possíveis mas desnecessários ou evitáveis.

Considerar que tudo é bullying é tão nocivo como achar que não é nada de importante. Não podemos banalizar o termo. Um ato isolado não pode ser considerado bullying. É preciso ter prudência e bom senso, nem tudo é bullying, mas também nem tudo é apenas uma brincadeira.

O esperado é que as pessoas não ajam no sentido de, deliberadamente, magoar o outro. Muitas vezes, uma criança discutir com um colega, receber uma crítica ou um empurrão, ser recusada na brincadeira organizada por um grupo no recreio, não querer ser mais a melhor amiga ou ter uma vontade repentina de faltar à escola, remete rapidamente e incorretamente, para a expressão: “É bullying!”

Mas afinal, o que é o bullying?

O bullying é um termo utilizado para descrever atos intencionais e repetidos de violência física ou psicológica que causam angústia e humilhação no outro.

No bullying fala-se de agressor (bullie), vítima e espectadores, podendo acontecer em qualquer contexto: escolas, universidades, famílias, vizinhos, em locais de trabalho,…

O conceito de bullying não é seletivo, pode atingir qualquer um e diz respeito a todos. Quando o bullying existe, tanto a vítima como o agressor/bullie precisam de ajuda…Ambos têm uma baixa autoestima que se manifesta de forma diferente.

O bullie, geralmente, não gosta de si mesmo ou vive com agressão, precisa de atenção, de se sentir importante, sendo frequente não compreender e não se importar com os sentimentos dos outros, usando a agressão. Esses atos são praticados por uma ou mais pessoas (bullies), rapazes ou raparigas, com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo.

Adotam comportamentos deliberados e repetitivos no tempo, como bater, pontapear, beliscar, empurrar, chamar nomes, ameaçar, provocar, hostilizar, manipular, amedrontar ou chantagear. Os bullies podem também espalhar um boato sobre alguém, roubar dinheiro ou comida, gozar ou deixar alguém fora do grupo, propositadamente (rejeitar).

Por outro lado, a vítima é (geralmente) passiva, tímida, reservada, com receio de falar, de se impor, sentindo-se magoada com a abordagem, ficando sozinha, envergonhada, triste e com medo. O ter de lidar com o bullying pode até fazê-la sentir-se doente.

Os espectadores são as pessoas que assistem a situações de bullying e podem fazer algo para ajudar, começando por contar a um adulto o que se passa, devendo este interferir quando vê o bullie ser agressivo,… .

A escola, sendo um espaço privilegiado de socialização, permite aprender regras de funcionamento, de cooperação, de integração, de ajuda, de participação e, embora o bullying tenha reflexos na escola ou se reproduza nela, é importante os pais refletirem que, não é apenas no ambiente escolar que as crianças aprendem a discriminar e a desrespeitar.

O papel dos pais é difícil, pois requer coerência e disponibilidade, o que nem sempre acontece. Também é verdade que o excesso de proteção dos pais pode condicionar os filhos a lidar com as frustrações e com os desentendimentos característicos de cada idade, surgindo comentários como: “se for preciso, eu vou lá falar com esse teu amiguinho”, “simplesmente, fazes o mesmo…” ou “não falas/brincas mais com ele” o que os pode impedir de ser assertivos e de viver cada fase saudavelmente. A maior parte das vezes, os pais ficam tão incomodados com o relato que procuram soluções igualmente rápidas e interferem alimentando as dificuldades e inibindo o desenvolvimento dos filhos. É importante ouvi-los, mas também ajudá-los a lidar com as próprias emoções/sentimentos tais como, a tristeza, o medo, a raiva, a alegria, a revolta, a justiça e a injustiça.

Se os filhos forem impedidos de sentir emoções, como irão lidar com isso durante a adolescência e a fase adulta? Como vão crescer?

Uma criança/jovem que não sabe lidar com as emoções, ao deparar-se com situações sentidas como adversas ou frustrantes, terá uma maior probabilidade de procurar fugir dos problemas, isolando-se, sendo agressivo, rebelde ou apresentando outros comportamentos mais graves.

Procure não fazer ou resolver por ele. Fortaleça a sua autoestima. Oiça-o mais. Fale menos. Permita-lhe refletir consigo, ponderar soluções, fazer escolhas. Deixe-o resolver as questões, experimentar enfrentar desafios, viver perdas e a conquista de novos amigos.

Ajude-o a ser autónomo, livre e feliz.

 

Anabela Vinagre

Psicóloga Educacional

Outubro 2019

Medos e receios todos temos no início do ano letivo, mas orientados,

A CONFIANÇA PREVALECE E O SUCESSO APARECE!

Se todos os alunos ansiavam pelo final do ano letivo e a chegada das tão esperadas férias e do seu merecido descanso, após quase três meses de brincadeiras, mergulhos e muito mais, também o regresso às aulas é um momento desejado!

Enquanto uns valorizam todas as novidades: amigos, material, professores, salas, mudanças na escola, entre outros; outros querem rever os amigos, professores e preferem menos mudanças e necessidade de novas adaptações.

Mas não nos podemos esquecer de uma coisa muito importante: esta nova fase não é um momento ansiogénico apenas para os mais pequenos, mas também para os pais, avós e todos aqueles que se sentem de certa forma responsáveis pelo sucesso de todo este processo.

É por isso que nesta altura surgem tantas incertezas, indecisões e hesitações que apenas unidos abrirão portas para que este novo ano letivo seja fantástico. Partilhamos assim algumas dicas e estratégias para se sentirem mais seguros nas vossas escolhas, expondo aqui algumas dúvidas frequentes que podem surgir.

É essencial conhecer e partilhar os medos e receios das crianças e dos pais e assim encontrarem possíveis soluções antecipadas, realizando pequenos “contratos” escritos de promessa entre as partes.

Qual o material mais adequado para o meu filho?

Quando mudamos de ciclo ou apenas de ano, esta é uma dúvida que surge com bastante frequência. É importante analisar os vários prós e contras tendo em conta a capacidade de organização pessoal da criança, nunca esquecendo que é essencial envolvê-la nesta escolha para que também a ela lhe faça sentido e se responsabilize pelo seu novo material.

Embora o dossier tenha a grande vantagem de aglomerar todo o material em papel (apontamento e fichas) dentro do mesmo separador, tendo por isso acesso a todas as disciplinas em qualquer momento, se a criança for pouco cuidadosa, esta pode não ser a melhor opção uma vez que as folhas tendem a misturar-se entre disciplinas e a rasgarem-se. Por outro lado, os cadernos não permitem que as fichas acompanhem os apontamentos no mesmo local, sendo necessário a utilização de uma capa de micas ou outra que implica que o aluno se organize neste sentido. No entanto, as folhas não se rasgam com tanta facilidade e os apontamentos das disciplinas não tendem a misturar-se, sendo por isso uma melhor escolha para alunos menos cuidadosos.

Assim, tanto a escolha do dossier como de cadernos requerem que a criança desenvolva a sua organização pessoal, pois ambos a exigem.

Quanto aos lápis, canetas e borrachas, para que não sejam um meio de distração dos alunos, mas sim uma motivação para os utilizar em contexto adequado, estes devem ser por eles escolhidos, mas num número reduzido. Basta um lápis de carvão/lapiseira, uma borracha, duas canetas azuis e duas canetas coloridas para destacar.

Como podem organizar o seu tempo nas variadas atividades?

Este é um tema essencial de aplicar desde o início do ano! Uma boa organização é aquilo que lhes vai permitir articular e aproveitar ao máximo o tempo de trabalho com o tempo de diversão.

Uma agenda deve estar sempre presente na mochila do seu filho, onde deverá também estar o seu horário para que possa consultar sempre que necessário. Assim, ajudará não só a registar todas as responsabilidades que vão surgindo como entregas e apresentações de trabalhos, testes e material necessário, mas também aniversários dos amigos ou outros compromissos marcados para diversão e assim conseguir gerir o tempo de forma antecipada, planeando o estudo semanal das disciplinas.

Não se esqueça que a agenda é do seu filho e que deve ser ele a fazer todos os seus registos, mesmo que numa fase inicial o tenha de orientar!

Autonomia

A preparação da mochila deve ser feita no dia anterior e ser de inteira responsabilidade do aluno. Se ainda tiver dificuldades, os pais poderão, em conjunto com ele, organizar uma check-list que o orientará inicialmente no material necessário para cada dia da semana.

Quanto ao estudo, este também deverá tornar-se ao longo do ano o mais autónomo possível. Para isso, terá de aprender a fazê-lo e a conhecer a forma mais eficaz para si.

Ler apenas não é suficiente , pois quando tiver de pôr este conhecimento à prova, não estará tão confiante como se se preparasse de forma adequada. Assim, à medida que vai cumprindo o plano de estudo registado na sua agenda, deverá sublinhar as informações importantes e resumir por palavras suas, juntando à medida que estuda, os diferentes apontamentos, para que, mais perto do momento da avaliação, possa reler os mesmos e praticar de forma mais consistente e assim ficando mais confiante e menos nervoso nos momentos-chave.

Comecemos então este novo ano letivo da melhor forma!

Técnica de Educação Especial, Psicomotricidade e Reeducação

Ana Damásio

Brincar!

É comum ouvirmos a frase “vamos ao parque para eles [as crianças] brincarem um bocadinho!” Facto é que, este “bocadinho”, vai muito para além da socialização inerente a cada interação com os pares e do desenvolvimento motor que as estruturas lúdicas e estimulantes tão bem proporcionam. O espaço exterior potencia uma diversidade de experiencias ao ar livre que são repletas de estímulos sensoriais que promovem aprendizagens e bem-estar nas crianças.

No Colégio do Vale, proporcionamos diversas atividades de exploração direta com os elementos da Natureza, numa abordagem multissensorial tão importante para as crianças. Assim, criamos momentos favoráveis para a construção de conhecimentos, através de ações que estas praticam no mundo que as rodeia fora das salas.

Brincar com as folhas que caem no chão, com a areia que teima em escorrer por entre os dedos, com as pedras e galhos pequenos que se transformam em construções temporárias, estimulam a criatividade e enriquecem as brincadeiras. As histórias, a música e as artes plásticas também “saem à rua” e são inspiradas pelos sons, cores e cheiros que a Natureza oferece! Objetos convencionais, como panelas, colheres, baldes e tantos outros, que, juntamente com areia, água e folhas ampliam as descobertas que fazem em cada brincadeira, em cada movimento.

É fundamental Brincar!... Brincar no parque, no jardim, na praia, no campo, na horta…Brincar sozinho ou acompanhado.

A Natureza e a Criatividade são aliados perfeitos, nesta missão que é Crescer Saudável!

“Coisas do Arco-da-Velha”

Durante os últimos meses, apresentámos algumas das expressões populares que usamos diariamente, justificando a forma como surgiram na nossa língua. Desta vez, vamos referir a expressão que dá título a esta secção, surgindo “coisas do arco-da-velha” como uma expressão dirigida a algo verdadeiramente espantoso ou inacreditável.

A expressão tem origem no Antigo Testamento da Bíblia, onde o “Arco da Lei Velha” é uma referência ao arco-íris, que surgiu após o dilúvio, como sinal da promessa que Deus fez a Noé de que não voltaria a provocar um dilúvio sobre a Terra. A expressão foi simplificada para “arco-da-velha” e, perdendo-se a referência bíblica inicial, há quem diga que a expressão explica o facto de viver uma velha no arco-íris, sendo a curvatura do arco provocada pela curvatura das costas da mulher.

“Gatos pingados”

A língua portuguesa é muito rica em expressões populares que usamos diariamente, mas não fazemos a mínima ideia de como elas surgiram.

Este mês, vamos apresentar a expressão “gatos pingados”, que surge num sentido depreciativo, quando queremos referir-nos a algo insignificante, a uma suposta inferioridade numérica.

A expressão remonta a uma época em que, no Japão, se fazia uma tortura realizada em espaços públicos e que consistia em colocar pingas de óleo a ferver em gatos. Esta crueldade acabava por ter pouca assistência por ser um ato que não despertava interesse nem curiosidade e, por essa razão, a expressão generalizou-se para situações ou eventos com pouca adesão de participantes.

Prof.ª Ana Coelho

Docente de Português e Francês

“Lágrimas de crocodilo”

A língua portuguesa é muito rica em expressões populares que usamos diariamente, mas não fazemos a mínima ideia de como elas surgiram.

Este mês, vamos apresentar a expressão “lágrimas de crocodilo”, que utilizamos quando alguém faz um choro fingido, não sentido.

A expressão utiliza-se porque, quando um crocodilo mastiga, pressiona o céu da boca com tanta força que acaba por comprimir as glândulas lacrimais. Deste modo, o crocodilo chora enquanto devora as suas vítimas, sendo um verter de lágrimas provocado pela avidez com que ingere a sua presa e, por esta razão, a expressão “lágrimas de crocodilo” generalizou-se para as situações em que o choro é falso e sem emoção.

O Eco-Escolas é um programa internacional, coordenado em Portugal pela Associação Bandeira Azul. A sua metodologia visa garantir a participação das crianças e jovens na tomada de decisões, envolvendo-os assim na construção de uma escola e de uma comunidade mais sustentáveis.

No âmbito do programa Eco-Escolas, que tem sido desenvolvido desde o ano de 2013 na nossa escola, e depois de mais um ano de trabalho em prol da educação para a cidadania ambiental, foi-nos atribuído o galardão Eco-Escolas 2018, simbolizado na bandeira verde que nós orgulhosamente hasteamos na entrada do nosso Colégio. Este galardão, existente em cerca de 51000 escolas de 67 países, tem como principal objetivo mostrar a prioridade que a nossa escola dá na formação dos nossos alunos para a educação ambiental para a sustentabilidade.

Numa altura em que a população mundial está mais desperta para temas como as alterações climáticas, a alimentação saudável e sustentável, a biodiversidade, as energias renováveis, a falta de água potável, os resíduos criados pelo homem, o abate de árvores, o aquecimento global, o lixo nos oceanos, entre muitos outros, o Colégio do Vale quer estar na linha da frente para a consciencialização da nossa comunidade educativa daquilo que podemos e devemos fazer, pois o Planeta Terra é a nossa casa.

Uma das iniciativas é a limpeza de uma das nossas praias, de modo a dar o nosso contributo para aquela que é uma das pérolas do nosso concelho e acreditando estar, desta forma, a participar ativamente na consciencialização para o problema da poluição das praias e das nossas águas.

Estamos a desenvolver também o projeto “Horta Biológica”, que é um desafio que pretende envolver a escola e a comunidade escolar, através da criação de um espaço onde se pode aprender mais, explorar mais, contactar com a terra, criando uma nova perspetiva de um futuro mais sustentável. Desta forma, uma equipa de alunos, coordenados pela professora de Física e Química, propõe-se, para além do cultivo de alguns alimentos, a desenvolver uma solução inovadora e sustentável, usando a energia solar para a rega automática da horta. A utilização desta fonte de energia, gera impactos não apenas ambientais, como também sociais, económicos e culturais. A partir da utilização da energia solar para a rega automática da nossa horta biológica, acreditamos que estamos a promover não só a consciencialização dos nossos alunos como também o uso dos recursos da terra, preservando assim um habitat natural existente na escola.

O projeto Eco-Escolas do Colégio desenvolve ainda um diversificado conjunto de iniciativas para toda a comunidade sob a forma de conferências, desafios, concursos e outras atividades a desenvolver em dias temáticos (como o Dia Mundial do Ambiente, o Dia Mundial dos Oceanos e o Dia Nacional da água). Neste âmbito, e em Parceria com os SMAS, no dia 21 de março (dia do Eco-Escolas) o nosso Colégio vai dinamizar a palestra “Viagem ao mundo da água” e apresentar pela primeira vez o hino Eco-Vale, num trabalho colaborativo entre os alunos do 2º Ciclo do Colégio, em conjunto com os respetivos professores de Educação Musical.

Acreditamos que, pouco a pouco, estamos a criar gerações mais conscientes, mais responsáveis e mais envolvidas na preservação da Terra, o que nos levará, certamente, a um mundo mais verde e a um planeta mais azul.

Prof.ª Sónia Esteves e Prof. Ricardo Cachapa

“À grande e à francesa”

A língua portuguesa é muito rica em expressões populares que usamos diariamente, mas não fazemos a mínima ideia de como elas surgiram.

Este mês, vamos apresentar a expressão “à grande e à francesa”, que significa viver com luxo e muita ostentação.

“Queimar as pestanas”

A língua portuguesa é muito rica em expressões populares que usamos diariamente, mas não fazemos a mínima ideia de como elas surgiram.

Este mês, vamos apresentar a expressão “queimar as pestanas”, que significa estudar muito.

A expressão remonta a épocas muito antigas, antes do aparecimento da eletricidade, quando os estudantes, durante as noites de estudo, recorriam a uma lamparina ou a uma vela para conseguirem ler os livros que estavam a consultar. Como a luz era muito fraca, era necessário colocar o texto muito perto da chama e, ao aproximar os olhos do papel, podia queimar-se as pestanas. Apesar de, hoje em dia, termos eletricidade em nossas casas, a expressão manteve-se inalterada.

Prof.ª Ana Coelho

É muito importante conhecermos os nossos dentes, uma vez que são essenciais para os nossos hábitos básicos como mastigar, falar ou sorrir. Uma boa dentição, durante a infância, facilita o processo de mastigação, aprendizagem da fala e até da respiração e é importante que as crianças percebam como é importante cuidarmos dos dentes.

Os dentes de leite são os primeiros a erupcionar e devem receber de imediato todos os cuidados básicos de higiene. A forma como tratamos os primeiros dentes é que define o crescimento correto dos dentes seguintes.