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“Rés-vés Campo de Ourique”

A língua portuguesa é muito rica em expressões populares que usamos diariamente, mas não fazemos a mínima ideia de como elas surgiram.

Este mês, vamos apresentar a expressão “Rés-vés Campo de Ourique”, que significa ficar muito perto de alcançar algo.

A expressão remonta a 1755 e à altura do terramoto que destruiu Lisboa, assolando ruas e becos até à zona de Campo de Ourique, que ficou intacta. O fenómeno sísmico destruiu a capital “rés-vés Campo de Ourique” e foi a partir daí que a expressão se generalizou.

Diz o ditado que é a dormir que as crianças crescem, e como em todos os ditados populares há alguma verdade neste. Na realidade, a hormona de crescimento é produzida durante o sono no entanto dormir é importante por muitas coisas mais. O sono ocupa um terço do tempo das nossas vidas, desempenhando um papel essencial na manutenção do equilíbrio biológico do sistema nervoso central. A privação do sono na idade adulta modifica a resposta a estímulos exteriores e está claramente associada a sonolência diurna; pelo contrário, nas crianças a privação do sono associa-se frequentemente a perturbações de hiperatividade e défice de atenção, bem como a alterações do comportamento e a depressão em adolescentes.

Brincar é uma das formas mais naturais e divertidas de aprender.

Infelizmente, atualmente, desvalorizamos cada vez mais as brincadeiras, criando alguns preconceitos e ideias estereotipadas: brincar é coisa de crianças; só se deve brincar depois de fazer todos os trabalhos de casa; adultos que brincam são imaturos; brincar é divertido, mas não é útil.

Na verdade, cada vez mais estudos defendem o contrário, revelando que através das brincadeiras, a criança promove o seu próprio processo de aprendizagem, desenvolvendo a atenção, a autonomia, a reflexão, a criatividade. Brincar estimula o conhecimento de si próprio e dos outros, ajudando na conceção que fazemos do mundo que nos rodeia, através da exploração, da experimentação de diferentes papéis e até da gestão de conflitos.

Com o objetivo de promover cada vez mais a aprendizagem e a dinâmica da Matemática além dos programas estipulados, o Colégio do Vale, para além das aulas de Matemática lecionadas pelas respetivas professoras titulares, proporciona aos alunos de 4ºano um leque de atividades diversificadas e bastante envolventes, com um professor de 2ºCEB.

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”, já dizia Camões. Num mundo em constante mudança, não podemos permanecer na segurança de caminhos já trilhados e precisamos de nos renovar constantemente e de questionar antigas certezas e determinados paradigmas.

A existência ou não de trabalhos de casa tem sido um tema polémico e muito pouco consensual. De um lado, estão aqueles que encontram no famoso “TPC” uma oportunidade para consolidar os conhecimentos, vendo-o como um instrumento pedagógico; do outro, estão os que defendem que os trabalhos de casa são dispensáveis, inúteis, retiram tempo à família e violam os direitos da criança/ adolescente no que diz respeito ao seu espaço para desenvolver outras atividades.

E qual a posição do Colégio do Vale relativamente a este tema?

Como profissionais atentos e que conhecem a realidade escolar, acreditamos que a resposta certa não está na criação de uma regra aplicada em todos os casos e em todos os contextos, mas num envolvimento aluno a aluno, tentando orientá-los num modelo que responda às suas necessidades individuais. Desta forma, o “trabalho de casa” no seu formato mais “tradicional”, torna-se incompatível com o percurso que pretendemos para os nossos jovens. Na verdade, não faz sentido que um aluno que precise de consolidar um conteúdo de Ciências Naturais em casa ou que precise de reforçar uma estrutura gramatical de Inglês, esteja toda a tarde a realizar um trabalho de Matemática, sobre uma matéria que domine completamente.

No Colégio do Vale, o trabalho de casa tornou-se, deste modo, a exceção (e não a regra!), para que o trabalho em casa possa ser gerido de forma mais específica e individual. Acreditamos que os momentos de lazer são importantes, mas que o trabalho de consolidação das aprendizagens também é fundamental e que a gestão desses momentos irá contribuir para o desenvolvimento de uma criança mais segura, mais competente, mais autónoma e mais feliz!

Como se pode explicar tanto nervosismo ou tanta ansiedade?

Talvez já se tenha interrogado porque é que, se o seu filho estuda e os professores dizem que tem capacidades, as notas nem sempre correspondem. Ou, por vezes depara-se em casa com um grande nervosismo antes dos testes, provas ou exames, traduzido em irritabilidade, agitação, resmunguice, alterações no sono e no apetite…

São os testes escritos, as provas de aferição, os exames nacionais, as apresentações orais, as questões-aula,… Todos podem funcionar como gatilhos para a ansiedade. Ansiedade essa que, quando sobe de intensidade, nos faz desacreditar, querer “fugir”, bloquear… e faz surgir comentários como:

“Eu até sabia a matéria toda, mas bloqueei.”

“Para quê estudar se corre sempre mal?! Vou tirar negativa.”

“Estou cheia de medo. Se correr mal, os meus pais vão pôr-me de castigo”.

“Mesmo se tirar uma boa nota, os meus pais dizem-me sempre ainda podias ter feito melhor.”

Por vezes, a língua portuguesa oferece-nos palavras sinónimas que, no entanto, não podem ser utilizadas nos mesmos contextos. É o que acontece, por exemplo, com as palavras “aderência” e “adesão”.

Deparamos frequentemente com a expressão: “a aderência do público a este filme”, “a aderência dos alunos ao projeto”, quando a forma correta seria “a adesão do público a este filme” e “a adesão dos alunos ao projeto”, pois aqui o significado de “junção” está associado a um pensamento, a uma vontade de quem adere, de quem escolhe.

A palavra “aderência” designa algo que é aderente, num contexto em que há ligação de superfícies ou de uma substância a outra. Dizemos que, quando chove, há menos “aderência dos pneus à estrada” ou falamos da “aderência da fita-cola ao papel” ou da “aderência da cola aos dedos” ou da “aderência da tinta à madeira”.

A importância da leitura nas férias

No período das férias escolares é natural que as crianças e jovens queiram acordar mais tarde e aproveitar o tempo livre à vontade. Muitos deles passam o dia a ver televisão ou a navegar na internet, tornando a leitura pouco procurada nos momentos de lazer.

Contudo, não é porque estão longe da escola que se devem afastar dos livros, afinal, eles são uma fonte inesgotável de prazer, que aguça a imaginação e, quanto mais cedo os pais ficarem cientes da relevância da leitura, mais experiências literárias surpreendentes os filhos terão ao longo da vida.

Nada substitui a leitura de um livro, nada substitui a memória de um livro. O livro deverá ter sempre um lugar privilegiado, uma vez que representa a projeção da multifuncionalidade da linguagem. Baseados na vontade e imaginação do artista, a sua função é entreter, permitindo-nos entrar numa viagem só nossa.

A queda na leitura aponta para um fator que merece atenção especial. Em casa, as crianças encontram cada vez menos pais leitores, que as estimulem, então acabam por confirmar a ideia de que a prática da leitura é uma obrigação restrita ao ambiente escolar. A queda no número de leitores adultos reflete-se diretamente sobre o público mais jovem, por isso, as crianças precisam estar em contato com os livros, mesmo antes de aprenderem a ler.

O bom da leitura nas férias é que os livros perdem a conotação de obrigação, ficam mais relacionados à diversão e podem despertar gradativamente o interesse pela leitura. Não há nada melhor para o desenvolvimento da criança porque a leitura enriquece o vocabulário, amplia o conhecimento, estimula o bom funcionamento da memória, aprimora a capacidade interpretativa, estimula a criatividade, mantém o raciocínio ativo!

Os bons livros fazem parte do caminho…

DICAS:

1. Prepare uma ida à livraria

Antes das férias, há um sentimento coletivo de entusiasmo, novidade e expectativa. Estes momentos têm sempre mais impacto e adesão emocional quando são acompanhados por rituais. Ir a uma livraria com o propósito único de escolher um livro para as férias pode ser uma festa. Com as crianças, marque um dia, uma hora, uma loja. A aventura começa aí.

2. Saiba quais são os interesses delas

Muitos adultos queixam-se de que as crianças e jovens não leem, ou não leem o suficiente. Há uma abordagem que costuma resultar: dar-lhes livros que vão ao encontro dos seus interesses e gostos.

3. Incentive a leitura por prazer

Não há nada melhor do que mergulhar, por vontade própria, no universo literário. Por isso, estimule as crianças e jovens a lerem por prazer e não por obrigação. Esta é uma alternativa saudável de fazer com que eles criem o hábito da leitura naturalmente.

4. Relacione a leitura ao quotidiano

Nada mais eficiente do que trazer a leitura para o dia-a-dia das crianças e dos jovens como forma de incentivá-los. Nesse contexto, apostar em atividades complementares que englobam a literatura mostra-se como uma estratégia eficiente. O importante é mostrar-lhes que a leitura pode ser divertida.

Outra estratégia é levá-los para conhecer na prática o tema abordado nos livros.

5. Evite os lugares previsíveis

Se durante o resto do ano costuma ler-lhes uma história antes de adormecerem, no caso das crianças, pois as férias são a oportunidade para quebrar a rotina. Explore outros lugares, fuja dos horários certos, associe a leitura aos cinco sentidos. Partilhar um livro na praia, debaixo de um guarda-sol, pode ter um efeito duradouro na memória dos pequenos leitores.

6. Leiam juntos e em voz alta

Os bons livros para crianças têm ritmo e musicalidade na leitura em voz alta. Esta é uma característica que os distingue dos livros «para os adultos», contudo, a voz humana chama emoções, por isso, ler em voz alta não é só para bebés e pré-leitores, é para todos.

7. Explore outros géneros literários

Ninguém resiste a uma boa história, mas as leituras de férias podem arriscar outros géneros literários. Porque não explorar um atlas, um guia de viagens, um livro informativo…

8. Utilize a tecnologia a seu favor

Os recursos tecnológicos podem ser extremamente úteis neste processo. Que tal, por exemplo, incentivar as crianças e jovens no uso de e-readers e tablets para ter acesso a livros digitais? Esse pode ser o empurrãozinho que faltava para que o jovem adote, de vez, o hábito da leitura.

A leitura é um hábito que só traz benefícios para a nossa vida. Vale a pena adotá-la no nosso dia-a-dia, pelo que convidamos todos a embarcar nesta aventura que só o bom leitor conhece.

Boas férias e excelentes leituras…

Muito frequentemente, nos cafés mais requintados ou nos mais tradicionais dos bairros lisboetas, acabamos sempre por ser “participantes à força” de um diálogo que quase conhecemos de cor. Após o nosso pedido: “Eu queria um copo de água, por favor”, surge o famoso: “Queria? Já não quer?”, seguido do seu companheiro: “Copo de água, não temos... Só de vidro!”. Esta sequência previsível acaba, no entanto, por gerar algumas confusões junto daqueles que a ouvem, hesitando na forma mais correta de pedir água, acabando por corrigir para “copo com água”.

Para que não “metamos mais água”, importa compreender a expressão “copo de água”, pois está correta e não deve ser substituída... Na verdade, quando pedimos um “copo de água”, a palavra que está subentendida é “cheio” e não “feito”. O mesmo acontece com a “chávena de chá”, o “maço de tabaco”, o “frasco de perfume”, a “colher de açúcar” ou até com a “garrafa de vinho”, só para citar alguns. Desta forma, “copo com água” só surge quando estamos a falar da quantidade indeterminada de água que o copo tem.

Desafio 8: Utilizar a expressão “copo de água” sem hesitar, porque não estamos a errar!

Em qualquer contexto ou situação pode surgir a necessidade de utilizarmos o plural da palavra "qualquer" e, não raramente, hesitamos entre "qualqueres" ou "quaisqueres".

A palavra "qualquer", contudo, não tem quaisquer dúvidas, pois ocorre da junção de duas palavras ("qual" e "quer"), sendo o primeiro, um termo que apresenta flexão em número (de "qual" para o plural "quais"), enquanto o segundo termo, sendo um verbo, permanece inalterável ("quer").

Por volta do meio-dia, hesitamos se devemos cumprimentar dizendo “Bom dia!” ou “Boa tarde”, mas é precisamente trinta minutos depois que surge a confusão. Quando são 12h30, devemos dizer “meio-dia e meio” ou “meio-dia e meia”?

Há quem diga que ambas as versões estão corretas, que é facultativo, opcional. Também há quem defenda que, se o correto é “meio-dia”, então devemos dizer “dia e meio”, por uma questão de coerência. Ambas as opiniões estão incorretas.

Os jogos, os desafios, ou qualquer outra atividade lúdica, prendem a atenção, entusiasmam, estimulam diversos sentidos e, quando utilizados como recursos pedagógico-didáticos, permitem que os alunos adquiram e desenvolvam algumas competências, sobretudo na área da Matemática.

Através da utilização de jogos, os alunos são estimulados a pensar, a refletir, a estarem concentrados na procura e aperfeiçoamento de estratégias e a tomarem decisões, desenvolvendo-se desta forma capacidades de raciocínio lógico, pensamento abstrato, memorização e, em alguns casos, de cálculo. Também a competição saudável é importante e cria estímulos, uma vez que os alunos procuram vencer ou atingir os objetivos, sendo para isso a imaginação e a criatividade pilares essenciais para um bom desempenho. Os jogos favorecem a discussão e o debate, fatores estes que enriquecem a socialização e a interação entre os jovens, podem ainda contribuir para o desenvolvimento de uma cultura de respeito recíproco e ética.

Porque o saber não ocupa lugar e em alimentação nunca é demais saber, realizei, durante o mês de fevereiro, com os alunos dos 2º e 3º ciclos do Colégio do Vale, pequenos workshops com o tema - Roda dos Alimentos e Alimentação saudável.

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