O jogo heurístico é uma atividade que proporcionamos às nossas crianças de Creche e que consiste na oportunidade que lhe dá de interagirem de uma forma lúdica com uma grande diversidade de objetos, sem a intervenção direta do adulto. É através da sua curiosidade natural que a criança explora e descobre, de uma forma autónoma e voluntária, o comportamento dos objetos no espaço quando os manipulam. Através deste processo pedagógico a criança é levada a descobrir por si o que lhes queremos ensinar.
Os objetos utilizados são divididos em diferentes categorias, e disponibilizados em diferentes momentos. No Colégio do Vale reservamos tempo para explorar objetos naturais, objetos feitos de materiais naturais, objetos de madeira, objetos de metal, objetos de couro, têxteis, borracha e pele…
Do ponto de vista da criança, estes tipos de materiais podem oferecer uma variedade enorme de sensações, segundo a sua perceção, por meio da boca, dos ouvidos, do nariz, da pele e dos músculos, além dos olhos.
O papel do adulto consiste em garantir a segurança por meio da sua presença atenta, mas não ativa, a menos que a criança mostre necessidade. O adulto assume um papel de organizador, facilitador mas não o de iniciador, promovendo assim a exploração ativa, a criatividade, as perceções sobre o mundo e ainda ampliando as possibilidades de escolha e a tomada de decisão de cada criança.
Anabela Norte
Andreia Jardim
(Coordenadoras de Creche e Jardim de Infância C.V.)
O livro “Andar à Toa na Estrada Não é uma Boa!”, circulou com toda a cor e alegria pelo Colégio do Vale, apresentado pela autora Paula Farinhas, aos alunos de JI e 1ºCEB, as principais regras de segurança rodoviária. Através de uma apresentação fascinaste, com vários tipos de comunicação, a língua gestual e a dramatização tiveram especial destaque!
E porque as crianças merecem, a atividade realizou-se com bastante interação entre todos, pois a brincar… falava-se de um assunto sério:
- A Prevenção e Segurança Rodoviária, onde o civismo é a palavra de ordem!
Foi apresentada uma “fábula”, onde foram retratados os comportamentos negativos dos automobilistas e peões que ignoram as regras de “andar” na estrada, provocando desgaste físico e psicológico aos utentes da via pública.
Ao longo da história, foram apresentadas possíveis saídas para que andar na estrada e na rua seja um motivo de prazer e não uma questão de vida ou de morte.
Os alunos compreenderam o quanto é preciso – urgentemente - que se mude de atitude quando se circula na estrada!
Certo dia, enquanto nos despachávamos para ir para a escola, a minha filha Joana, (que na altura devia ter uns três anos e meio), iniciou um diálogo que nunca hei de esquecer:
- Mamã... Ajuda-me a calçar o téni!
- Joana... Tens de dizer: “Ajuda-me a calçar o ténis” – expliquei com mais paciência do que o tempo que tínhamos para chegar a horas – Dizemos um ténis, dois ténis, o ténis, os ténis... É como com a palavra “lápis”... Não dizes: “Vou pintar com este lápi”, pois não?
A Joana olhou para mim, com os seus olhos radiantes de admiração e respondeu: - Não, mamã... Não digo! Eu pinto sempre com canetas!
Este momento foi hilariante, mas... Não foi único! O téni parece-me teimoso, insiste em ficar e acabo por ouvi-lo proferido por muitos amigos e nos mais variados contextos, mesmo quando queremos correr com ele para fora do nosso vocabulário.
Na verdade, há uma razão para cometermos este erro. A palavra ténis provém do inglês “tennis” e tem a mesma forma para o singular e para o plural, mas algumas pessoas consideram a consoante –s, como um sufixo do plural e acabam por retirá-lo, quando querem referir-se ao objeto no singular.
Importa compreender que, em português, a palavra “ténis” é utilizada independentemente de ser singular ou plural, tal como acontece em palavras como “pires” ou “lápis”.
Desafio 1: chutar a palavra téni do nosso vocabulário.
A rapidez e facilidade com que se navega na internet são ingredientes que combinados com o sedentarismo e pensamentos conturbados, tornam esta uma poderosa arma virtual da denominada Era Digital.
A nova tecnologia tem atualmente um grande impacto no dia a dia da sociedade, cada vez mais dependente. Nos dias de hoje, são inúmeras as crianças e adolescentes que passam cada vez mais tempo em frente a um ecrã. A internet passou a fazer parte do seu quotidiano e tornou-se impensável viver sem ela. Este é o risco que requer especial atenção por parte de todos: pais, professores, auxiliares, entre os demais intervenientes na formação das jovens.
Os jogos em rede têm cada vez mais adeptos e requerem muitas vezes o contacto (virtual) entre jogadores através dos chat’s, uma porta aberta ao ciberbulling. O lugar que outrora era de certa forma um porto seguro, tornou-se agora mais um palco de insegurança e isolamento.
O papel das redes sociais no contacto e aproximação entre indivíduos é muitas vezes desvirtuado como um meio de ameaça e domínios entre os mais novos. O tão falado jogo da “Baleia Azul” procura nos jovens e nas suas inseguranças e vulnerabilidades o mote para a desafiar os potencias jogadores, as principais vítimas. Cinquenta “desafios”, cuja amaioria atenta à integridade física, culminando com o suicídio, é este o objetivo neste jogo em que não existem vencedores.
É importante estar alerta, perceber que existe um lado perverso na internet, existe um sem-número de vantagens nesta ferramenta, contudo é necessário perceber que como ensinamos os mais novos que para atravessar a estrada é necessário olhar para um lado e para o outro, também temos de ensinar os nossos jovens a navegar na internet, a “olhar para um lado e para o outro”!
Prof. Patrícia Gomes
Prof. Tiago Loureiro
Conquista é a palavra que escolhemos para atribuir à “proibição” da utilização do telemóvel no colégio.
E porquê?
Nós auxiliares dos recreios verificamos diariamente esta conquista na socialização dos nossos jovens, que este ano létivo brincam, riem, conversam, discutem os seus pontos de vista.
O campo de futebol voltou a ganhar vida em todos os intervalos, bem como o de basquete e de volley sempre preenchidos.
O material da sala de convívio voltou a ser requisitado.
É de salutar e deveras compensador ver a alegria das nossas crianças e jovens a interagirem. Procuramos sempre ajudar os nossos jovens a encontrarem o caminho do equilíbrio e a levarem consigo uma bagagem cheia de boas memórias, nesta Escola da vida…
Auxiliares do Colégio do Vale, a Melhor Escola do País.
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